segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Férias 2016 / 2017 - Parte 3

Continuando,,,,,

OFF TOPIC - mas é bom pra quem vai sair da poita

Nos posts anteriores mostrei a manutenção anual do Furioso, sim, faço anual e faço MANUTENÇÃO e REVISÃO e não apenas lavo, troco óleo e calibro pneus como nas concessionárias de carro e dizem que a revisão foi feita.

Tanques de agua e Diesel, oleo, todos os filtros, correias, contatos elétricos, bombas de porão, registros, caixa de ancora, marcação de corrente, reapertar tudo que é parafuso, lixar TODO o casco, leme e quilha, passar fundo e venenosa conforme manda a ficha técnica do produto e não os parpites do povo, se bem que em antonina todo mundo é mestre em cracas, ohh lugarzinho......

E como íamos ficar 30 dias a bordo, troquei as baterias, desta vez parti pra ignorância. Eram 2 de 105A, substitui por 3 de 150A pra não me incomodar.

Aqui vai uma explicação de como funciona essa bagaça. Participo de um grupo que os caras são doutores no assunto e aprendi com eles, então, conhecimento recebido,,, conhecimento repassado. ANOTA ai...

Uma bateria de ciclo profundo ou estacionaria, como queiram, pode fazer 2500 recargas segundo o fabricante, mas desde que com 12,7 volts (90%) você já coloque para recarregar. Sacaste??
Se você deixar chegar a 0 volts, se já não matou a bateria vai matar rapidinho, isto é, ela não vai recarregar como antes e aquelas 2500 ciclos serão bem menores. Tem baterias melhores? Claro que tem, mas custam o zóio da cara e não estão na minha lista de compras, só na de desejos, por isso as Baterias Mouras de 900 pilas cada.

Então, no meu caso quando chega a 12,5V, o que da mais de 70% eu ja ligo o motor para recarregar e preservar a bateria.

A placa solar ajuda e dependendo da potência resolve, pois irão repor o que usou a noite, mas tem que ter sol né, e aqui no sul isso não é constante então complica.

Ocorre que eu não havia tido a oportunidade de medir a carga e a descarga das baterias porque é corrente contínua e você precisa de um equipamento especial para tanto. O meu alicate amperímetro é pra corrente alternada (aquela da tomada) paguei 250 reais, e já achei caríssimo, pra medir corrente contínua custa até 900 reais, então emprestei um e fiz as medições.

Geeente,,, como manter a cerveja gelada é complicado. Tenho um kit de geladeira da Elber e os eingeinheiros dizem que consome apenas 4A,,,,,,,, o Ó que consome 4A,,, foi a 6,5A e com 40graus la fora, tem que pôr no máximo e cercar com arame farpado pra ninguém ficar abrindo.

Anota ai:
O vaso sanitário consome 8 amperes, o Radio se apertar o PTT, 6 amperes, o piloto 1,5A, gps 0,5, cada ventilador 1,2A, guincho 80A e por ai vai enta o pra baixar para os 80% da bateria é um pulinho.
Se chover ferrou, porque só tenho placa solar e motor, vou colocar logo um eólico, ai complementa. Muita gente diz que é barulhento e não compensa etc. Como assim não compensa? Por causa do barulho? Ah tá, e o motor? além de gastar diesel, tem que funcionar um tempão para repor parte da carga. Se o eólico está enchendo o saco antes de encher toda a bateria,,,, trava e pronto.

Bom,,, fica ai a dica do meu caso, cada instalação tem sua particularidade então veja la se te ajuda.

Voltando à viagem,,,,,,


Dia 24 de Dezembro fomos a Angra dos Reis fazer compras e repor a comida e bebida dos barcos. Pensa num lugar "crowdiado" tinha barco saindo pelo ladrão de tanta gente e fomos pro Piratas.



Ancoramos ao largo e fomos no Relax


Por sorte achamos lugar no trapiche para deixar o barco.



Fomos ao supermercado, abastecemos de diesel e rapidinho vazamos dali, já não estávamos mais acostumados com muvuca e retornamos ao Sitio Forte para preparar a ceia de natal.
                                       

Foto do drone do Prieto
                                       


Ocorre que o Marco queria uma "Nurf" acho que é assim que se escreve é aquela arma de ar comprimido para crianças e ficou pentelhando porque ele achava que o Papai Noel não ia nos achar porque ficávamos mudando de praia todos os dias. Sim, ele acredita em Papai Noel, os céticos que me perdoem mas eu acho legal e pronto.
Ai, vira, mexe e rola, dissemos que havíamos mandado as coordenadas da ilha, que ele não ia errar, que era gps de última geração quase militar etc etc etc, quase tive que dar a ficha técnica da mesa de navegação do trenó do barbudo, mas ainda não ficou convencido e continuou perguntando COMO ele ia deixar o presente, sendo que a gaiuta de proa era pequena pra ele passar.......ohhh meu Deus!!! Nem respondi.

Ai troquei o nome da Vera no contato do telefone para "Papai Noel" e mandei uma msg pra ela que respondeu. Claro que o corretor ortográfico aprontou né.....



E não é que o Papai noel nos achou em meio as ilhas kkkkkk


Ele estava cansado e acabou dormindo,,,,,,


Mas pra abrir presentes despertou rapidinho


Dia seguinte após um bom café da amanha, fomos pra a praia Lopes Mendes. Essa sim, foi a praia mais linda, com águas mais transparentes, com mais peixes que já fui na vida. Estivemos lá tem uns 4 anos, mas do lado da praia e agora estávamos do lado da água, ai é outra coisa.



Aqui a Sandra bateu a foto e o Prieto com o brinquedinho de ultima geração fazendo fotos e filmagens fantásticas.


Essa é nossa ancoragem, e da esquerda para direita nos barcos mais pra fora: Teimoso, Furioso e Tutais


A água tão limpa que dá pra ver a sombra la embaixo, a profundidade ai é de 12m. 


Essa é a foto do drone


DIA 31 - FIM DE ANO

E finalmente saímos do entretanto para chegar ao finalmente,,,,, fim do ano. A flotilha foi dividida, parte foi pra festa na praia e parte para o Tutatis com a Sandra e o Prieto. O Tutatis é um RO 400 de 40 pés, mas deve ser pés de gigante, o cockpit é meu sonho de consumo, como tem 2 rodas de leme e na lateral, tem  uma área enorme de circulação. Um dia quem sabe ......

Taí a ultima foto do ano, todo mundo fica bem arrumado, cabelo penteado, perfume, roupa nova mas,,,,,,,,, descalço,,, sempre kkkkkk


Essa foi nossa festa, como bater foto de celular é uma desgraça, tentamos várias, só sobraram essas 2.


Dia seguinte voltamos pra Lopes Mendes com o Tutatis e passamos o dia lá e desta vez limpamos o casco, até o Marco ajudou mas como ele não afunda, ia só até a metade do leme e voltava como  uma rolha. Havia um limo branco e saia com esponja passando muuuuito de leve.  Ficou show de bola, dia quente, agua fervendo, limpíssima, dava pra ver a corrente até o fundo e a ancora. 

Na volta sai antes e abri a gennaker, havia um vento bom de alheta e não queria mais ouvir o barulho do motor que veio ligado quase toda a viagem mas pra variar o vento não durou nem 15 minutos mas deu pra brincar, incrível como o barco anda com essa vela.

Lá pelas tantas vi um Delta 36 chegando rapidamete pela popa e tinha onda de alheta, onde o barco subia, virava descia e corrigia a rota. Nessa o Delta passou muito perto, como se fosse uma estrada de carro, muito colado e numa onda o Furioso subiu e virou pro lado dele e foi pra cima, o cara deu um pulo pra roda de leme feito um gato virando pra bombordo, tirou uma fina do Furioso kkkkk

Ohh oreia seca, com o mar daquele tamanho e tem que passar raspando, agora aprendeu a manter distância.

Passamos a noite na praia de Palmas se não me engano, aquela que dá acesso a Lopes Mendes por uma trilha e seguimos para o Sitio Forte conhecendo mais 2 praias pelo caminho, Saco do céu e lagoa azul.

O saco do céu estava um caldeirão, cheio e quente, saímos de lá rapidinho e logo depois a tal da lagoa azul, entupido de lancheiro e iates como os da foto a abaixo.


Ficamos a contra bordo do Austral que já estava em angra mas havia se juntado à flotilha naquele dia. Ocorre que o povo de Pgua não esta acostumado a ancorar pela popa, nem precisa. não há tantos barcos nas ancoragens e a correnteza é muito forte, então tem que ficar numa única âncora pra não dar mais problemas, só que aqui,,, NÃO, tem que ter a de popa, ai ficávamos rodando feito pião por causa do vento, outra coisa que não estamos acostumados. Na baia de Pgua, você aproa para a maré.
Peguei o cabo de 50m que tenho a bordo e amarramos na pedra, ai deu certo, mas o lancheiro que estava perto se incomodou e foi embora. 


O Tutais, nem entrou e já seguiu rumo ao Sitio Forte, um tempo depois saímos dali também, já que havia tomado minha dose anual de bagunça, não estou mais acostumado com isso, descobri que gosto de sossego.

E seguimos viagem,, 

Manha seguinte fomos para a marina Brachuy para um dia de rei,,, tomar banho de chuveiro e comer num restaurante  sem ficar com a bunda molhada e com calçado nos pés kkkkk

O deslocamento até lá foi o inferno na terra, eu reclamava dos lancheiros do sul, mas os de lá,,,,, sem comentários passam sem tomar conhecimento de você. Bom, deixa pra lá, estamos de férias.
Lá chegando abastecemos no posto na entrada da Marina e por módicos R$ 280,00 passamos a noite no trapiche. 

Nesse tempo, conhecemos o Fernando, dono de um veleiro de "apenas" 56 pes, imenso é pouco pra descrever o tamanho do barco e pela manha ele estava com um moooonte de parafusos sobre a mesa pra tentar arrumar uma peça mas o parafuso, pra variar, era diferentão, eu até que tinha uns parecido com o que ele queria e dei 2 pra ele e nessa EU ME convidei para conhecer o barco no que ele disse pra subir a bordo, obaaa. Bom,,, o cockpit faz até eco de tao grande e fui convidado a entrar no barco wow,,, legal, MAS,, sempre tem um mas, quando olhei pela gaiuta, vi a família dele laaa dentro, uns 3 anos luz la na frente,,,, aaaai que mico, o pessoal ainda estava tomando café e eu descalço, sem camisa, suando bicas, porque ali fora estava a módicos 36 graus . Ele educadamente insistiu para eu entrar e eu travei, disse que nao, que outra hora voltava mas insistiu mesmo, muito gente fina. Voltei pro meu barco (em frente) e peguei a camiseta e fui.

Caaaara do ceu, quando passei a guaiuta estava a 24 graus,,,, é, 24, quase nevando la dentro,,, caracas!! Pra conhecer o barco dele é um DUFOR 56. dá uma gugada ai que aparece, mas ao vivo e a cores é uma espaçonave e tanto.

A noite fomos jantar numa pizzaria dentro da Marina, muito boa e com preços justos. Pela manhã fomos às compras no mercado, mas acabamos comprando garras de inox, passa cabo, asa de morcego, lixeira e porta trecos e la se foram uns trocos.

Manhã seguimos fomos para ilha do Cedro, onde iniciaríamos o nosso retorno, fim  de férias. buaaa

Durante o trajeto, entrou um ventinho mais ou menos bom mas pra mim não era nada. Subi as velas mas não conseguia ajustá-las e não ia de jeito nenhum, até que o professor Pádua me chamou no rádio e deu as coordenadas de regulagem, ai siiiimmmm o engatei a 2a. marcha e o barco foi. Vento de 10 nós e velocidade do barco de 5 nós,, muuuito bom, melhor performance até hoje e os méritos são do Pádua é claro. Foi num trajeto curto a 1 ou 2 horas de navegada, estava tão entusiasmado que nem lembro.

De novo na Ilha do Cedro, nublada e chovendo, o lugar é lindo até com céu cinza. Passamos a tarde na agua fazendo bagunça e dando rizada e a noite outro xurras, a comilança não tem fim kkkkk.


Ficamos 2 dias ali, fazendo naaaaada. ohh coisa boa e dia 05 aproamos para Ilha Anchieta, já na reta de casa. Todo pano em cima e motor nos 2500rpm novamente chegamos a tardinha.



Chegamos lá e outro aviso de mau tempo. Tentamos achar uma praia que constava no livro SANTOS- RIO, achamos mas era muito pequena e haviam 2 lanchas enormes tomando todo o espaço ai seguimos para o Saco da Ribeira, bem em frente. Ali tivemos a ajuda de outro Velejador, o Eugenio do veleiro Caprichoso, figuraça esse comandante. Ele nos encontrou no Sitio Forte e ficamos em contato o tempo todo que estivemos na Ilha Grande, ele me emprestou a poita dele e passou o contato do marinheiro que prontamente nos atendeu e o Mauricio ficou na poita de propriedade do Marinheiro. Valeu pessoal, muito obrigado pela ajuda.

Dia seguinte zarpamos para passar o dia na Ilha Anchieta, ja que Ilha Bela é bem perto. Dia excelente, sem vento pra variar e no meio da tarde levantamos ancora.

Eu sempre estou com a Mestra mas nesse dia, por preguiça, não a usei e sim a genoa. Chegando proximo a Ilha Bela, entrou um puta vento de alheta e olha só a foto abaixo, 6.65 nós só com a genoa, motor desligado, como podem ver. Imagine se esta a mestra estivesse em cima. Uhuuuu, ia ser uma pauleira só kkkkk.




Tai o Teimoso recolhendo a genoa


E é claro que a alegria durou pouco, em menos de 15 minutos o vento miou e já próximo ao iate clube, chamei "delta 24 na escuta?" e nada, nem resposta, ai chamei de novo "iate clube ilha bela" na escuta" ai veio em 2 segundos e ja indicando que era delta 24 kkkk

Ocorre que um pentelhesimo de segundo após nos amarrarmos à poita entrou um puta vento de trocentos nós de velocidade, não sei quanto, não medi, mas olha o que mexeu o mar.



Olha ai o Teimoso já ancorado


Após um banho de verdade saímos dar um rolé e doar sangue na ilha. Ohhh bichinho dos infernos, se ficar 1cm quadrado sem passar relente você leva várias picadas.


E acabamos numa pizzaria show de bola pra matar a vontade de massas.


Dia seguinte saímos para a ultima perna da viagem, Antonina. Passando a Ilha Bella já sentimos vento contra e mar contra, ninguém merece ohh saco!!. Até a entrada do canal norte estava marcando 36 horas, o que não me convencia de estar certo, era demais, mas decidimos seguir até o través de Santos para nova avaliação e não deu,  acabamos entrando para passar a noite.


Chegando em Santos a noite,,, cara que coisa tensa,,, a luz da cidade confunde com a dos barcos, até o Marco ficou de prontidão.

Chamamos o Iate Clube de Santos para pedir apoio e após vários "um minutinho" fomos autorizados a atracar no trapiche externo por uma noite somente. Bom,,, cavalo dado não se olha os dentes, certo? Então lamba os beiços. Nesse dia tivemos uma baixa na tripulação da Flotilha, a Vera resolveu ir de busão pra casa, desistiu da travessia. A previsão do tempo indicava que deveríamos ficar mais um dia e assim o fizemos, mas desta vez fomos pro Pier 26, uma marina pequena, mas com uma excelente recepção, funcionários alegres e sorridentes e ninguém, mas ninguém, nos perguntou quando iríamos embora, exceto a menina da secretaria é óbvio, lugar tranquilho que recomendo.



E pra variar, como não podia deixar de ser, fizemos ooooutro xurras a bordo, bem,,, só a bordo não, meio a bordo e meio trapiche sentados nos botinhos,,,, como nos acostamos rápido às mordomias kkkk


Dia seguinte zarpamos as 6h, meus cálculos eram de 24h de navegação até o canal norte lembrando que pra entrar e sair de Santos,,, é longe pacas. Foi uma navegada mais que tranquila, sem vento é claro e somente no motor. Passa o dia, passa a noite e eu ia tocar toda a viagem. Primeira vez somente nós, ao longo do dia ficava deitado e tentava dormir para não me cansar a noite e deu certo. Tomei 2 potes de açai e pronto, não preguei o olho. O Mauricio foi a 5 milhas de distancia, mais pra costa. desta vez o mar e vento estavam iguais para os 2. Na altura da Ilha Queimada Grande cruzamos com outro veleiro de Antonina começando as férias dele,,,,, que vontade de dar meia volta aaaaaaaaaaiii que saco.

Tá ai o imediato, aquele pão grandão que ele esta mostrando, nao comeu nem a metade, é uma eterna briga pra esse cara comer.


E assim passamos o dia. Comendo, bebendo, brincando, conversando, cochilado e dormindo. Olhava no binoculo e so tinha agua à frente, voltamos pelo mesmo caminho da vinda, entre 30 e 35 metros de profundidade.


Eu nunca gostei da penumbra, com o cair da noite fico inseguro ainda mais agora que estávamos sozinhos, mas tudo se ajeita, anoitece devagar, os olhos acostumam, fica mais fresco, graças a Deus o mar estava calmo e deu pra cozinhar, apesar de termos comida pronta.

A noite foi super tranquila, os navios que passavam "perto" dava pra ver nitidamente todos eles, mas alguns sem a menor chance de identificar o que era, somente com o tempo dava pra ver pra que lado ia, nesse caso fez muita falta o AIS, aparelho de 2.000 reais que ajudaria muito. É um transmissor, onde tem teu numero (MMSI) que é enviado pra todo mundo ao redor, e o aparelho calcula a possivel rota de colisão soando um alarme. Toquei até as 5h da manhã quando a Le assumiu o comando até as 6:30 quando já estávamos na entrada do canal norte ai ela me chamou de novo (rsrs). Ó só o nascer do sol maravilhoso, mas minha atenção estava em outro lugar, a vista deslumbrante da foto fico aqui vendo com vocês, pelo computador kkkkk


Logo em seguida chega o Marco, despertou cedo. A entrada do canal foi meio tensa porque a maré estava na vazante e beeeem baixa e ali tem muitos bancos de areia. Um pescador até nos chamou no rádio indicando que poderíamos encalhar. Na saída acionei o tracklog do gps, então eu tinha a trilha que fiz quando saímos, ai foi mais fácil.


Bom,,,, ai já estávamos no quintal de casa e até que conheço alguma coisa, mas não pensem que as emoções acabaram por ai. Passando pela ilha das cobra, que é próxima do porto de Pguá. eu vi um navio container passando, mas até ai nada de mais, olhei o rumo, o canal, se nós estávamos fora do caminho e pronto, fui à proa arrumar os cabos, pouco depois o Marco me fala da onda chegando. Olhei e demorei a identificar onde estavam..... Caaaaara do céu, quando me dei conta pulei rápido pro cockpit, avisei todo mundo de "onda grande, segura", desacoplei o Jarbas e virei o barco. Puuuta que pariu, pensa numa onda grande, mas lazarenta de grande, o cão chupando manga e o Furioso subiu, alias, escalou a onda, essa foi fácil, ai desceu, e na descida já tinha a outra logo ali e enterrou a proa na água que foi até a 1a. gaiuta e subiu feito  um peixe saltando da água e já tinha a 3a. onda engatilhada e na descida já enterrou a proa de novo, desta vez a água veio até o cockpit Puta susto, tudo isso em 15 ou 20 segundos. Um barco maior acredito que não passaria tanto apuro mas o Furioso é um barco pequeno, de 28 pés, mas com um projeto extraordinário, por sorte fizemos em 45 graus o barco não adernou, senão alguém teria se machucado. Dali até a poita foi uma faina daquelas e chegando lá a temperatura estava pra mais de 40 graus fácil e não é que havia um barco na minha poita,,,, ninguém merece né, é como voce chegar de carro em casa, a noite, cansado e ter a tua vaga ocupada......... ai o marinheiro disse pra eu deixar na ancora que depois colocava no lugar, ahh sem chance. Cansado, com fome e com sono insisti e pronto, acharam um lugar para o intruso.

Fiquei muito contente com o barco, 1a. vez tanto tempo longe de casa, 811 milhas náuticas percorridas e tudo na mais perfeita ordem, excelente. Tai o os dados da viagem,




É isso gente,,, foram 30 dias a bordo, num barco feito por mim, literalmente "made in fundo de quintal" mas muito bem equipado e seguro.

A nosso entender, num 28 pés voce passa muito bem o fim de semana, passa bem um feriado prolongado, também passa muito bem 30 dias a bordo então a tua paciência é o limite. É pequeno sem dúvida, mas o intuito é passear e você ficará muito tempo fora dele, certo? No cockpit.

Quanto aos equipamentos, so me faltam o AIS e a estação de vento. Tá, os céticos vao dizer que tem que navegar no instinto bla bla bla bla bla,,, ok, estão cobertos de razão, entendo e concordo. Mas vou comprar um AIS e uma estação de vento.

Por fim, desculpem os erros de portugues, frases sem sentido e principalmente a falta de acentuação, ahh ninguem merece.

Abracos a todos e até a proxima

T+

JD  






4 comentários:

  1. Jorge, muito legal os seus relatos.

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    1. Olá Renato,

      Tento passar o momento senao vira noticia de tv kkkkk
      Obrigado pelo elogio.

      Abraços

      JD

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  2. Ótimo relato e que férias boas hein!!!
    Abraço!

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  3. Olá JP,

    Obrigado meu caro. Realmente foram férias inesquecíveis não só por serem férias mas pela situação, 1a. viagem de barco, lugares desconhecidos, 1a. navegada longe etc, é isso nos movem.

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