quarta-feira, 15 de julho de 2015

Manutenção e obras

Então,

Quase 1 ano de vida e o barco foi pra terra pra manutenção, as únicas obrigatoriedades eram trocar o óleo da rabeta por baixo e o anodo. A 1a. troca é bom fazer fora da água para tirar o óleo por baixo, caso haja resíduo de limalha sai junto porque retirar por cima não é garantido. 

De resto, não que estivesse precisando mas estava ansioso para ver em detalhes de como estava o fundo, o Hélice, a quilha, os registros, etc. Mexi no leme de novo, desta vez estava prendendo na bucha de cima e havia o problema da carreta também pois o dono iria usar por um longo tempo e tinha que ser agora ou só em setembro.

Nos dias com chuva (muitos) e a noite eu trabalhava dento dele, revisando, apertando e limpando o mofo, sim mofo, como aparece, tem que passar pano com vinagre periodicamente senão começa a ficar escuro e feio, além do mal cheiro.

O pessoal diz simplesmente que a cada x tempo é só "repintar" o casco,,, quem diz isso, assim, tranquilamente, acho que nunca fez, ou pagou pra fazer, ou é masoquista né. Ahh claro, se fizer do modo certo, senão realmente é só "repintar".
Lava, lixa, lava, lixa, tira TODA  a gosma, empasta a lixa, lava com água doce e detergente, AÍ SIM começa a pintar, fácil né? Nem vou descrever em detalhes porque meu braço, costas e pescoço ja se manifestaram, então fica a dica. Fazer do modo certo não é fácil não, e se alguém te cobrar uma fortuna não reclame pois o negocio é simples mas é foooooda, entendeu né?

Bom, a foto abaixo é de como ele chegou, mais careta impossível né?. No lançamento, quando decidi (decidi?) esse fonte de letra do nome, nem me toquei, pois estava concentrado no tamanho e como só trabalho com essa no excel, foi essa mesma. Mandei plotar por email e passei 7:45 da manhã na empresa pra pegar e sai correndo, isso foi em 9 de agosto do ano passado. Tá, ficou digamos assim,,,, boa, cumpre o que promete. Eu também havia mandado fazer a faixa lateral, mas não houve tempo de pôr nem o nome, imagine a faixa que toma horas pra nivelar. Outro ponto que fará diferença é o tamanho do berço onde está apoiado o barco, vejam que é alto.


Pra esconder a bagunça, fiz essas portinhas a boreste (lado direito do barco), correndo por 3 trilhos esculpidos na madeira, obra do meu amigo Zilmar. E colocar isso no lugar,,,,,,,,, foi o cão chupando manga, ainda não acabei,,,, é claro, mas ficou bom.


o dia do lançamento, fiz a pintura do fundo ultra rápido, sem experiencia, fazendo as maiores barbaridades, até que ficou bom, mas desta vez, fiz com calma sem ninguém me interrompendo (ahh,,, isso é outra historia pra mais tarde). Então, na foto abaixo é a mufla do buraco da rabeta, estava solta e presa somente por pressão da borracha, agora tem muuuita sika e passei a venenosa em toda ela para não deixar frestas e melhorar a hidrodinâmica, agora acho que ganhei uns 5 nós de velocidade, só ai, hehehehehe




E Tchaaaan,,, ai está o (ainda novo) Furioso, com a lista, fonte de letra nova, costado de boreste finalmente lixado mas com a lixa 240, falta a 400, 600 e 1200 que ALGUÉM ira fazer, que com certeza não serei eu, jamais.




E aqui, preparando para o retorno à poita


E foi,,,,,,


Mas somente até aqui,,, putzz. O berço era a versão grande e faltaram  uns tantos centímetros para ele boiar, e ficou ali mesmo, só na maré do dia seguinte foi pra poita.


E no fds seguinte fomos pro barco pra terminar de arrumar. Tai o Marco ja aprendendo o oficio, lavou a louça toda, sem quebrar e ainda com a água salgada, apertando o pedal da bomba.


E como no mar (e no inverno) anoitece cedo, 7h da noite ja estava pronta a janta e seguimos sem fazer nada, lendo, brincando e descansando. Nesse dia fomos dormir as 22h e acordamos as 9h da manhã, quase 11h de sono hehehe. Dormi bem porque estávamos na poita senão acordaria de hora em hora.rsrs


E pela manhã, mas nem tão manhã assim, ai está a previsão de tempestade que os sites anunciavam.


Se nós acreditássemos nessas previsões de tempo, não teria voado de parapente, saído de moto, mergulhado e tantos outros passeios que insistimos em ir contra e o tempo ajudou um bocado.


Nesse domingo havia um passeio de caiaque em Antonina, aproximadamente uns 40 ou 50





E foi isso no ultimo mês, nada alem trabalho e esse único dia de folga. Não é que veleiro dê trabalho, sim dá, mas nem tanto, é que eu não havia terminado a obra quando ele foi pra água ha um ano então todo fds fico arrumando ou terminando as coisas. Nem sempre fica como eu quero, então refaço e nisso vai o tempo. Uma hora acaba,,,, quando ficar do meu jeito.

T+

JD

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Ilha Rasa

Então,,

4 dias de feriado, 9 veleiros, 3 lanchas, todo mundo merece né? Uma vez, não sei onde (nem me interessa mais) vi uma reportagem dizendo que o brasileiro era feliz porque tínhamos futebol, muitos feriados e praia, Bom,,,, o cara era estrangeiro, na próxima vida, se ele nascer por aqui, saberá porque somos felizes e não em apenas em um fds passado por aqui, enfim, cada um, cada um.

Chegamos no domingo a noite e olha só o tamanho da bagagem para apenas 4 dias, imagina quando formos passar as próximas férias, programadas para 20 dias embarcados, hehehe.


Como chegamos beeeem tarde, o Marco já estava entregue e como somos regidos pelas leis de Murphi, a maré estava seca, muito seca, então tivemos que levar tudo isso laaaaa no pier 2 além de ter que pegar o bote de apoio e descer a rampa toda enlameada e como se não bastasse, montar o dog house (parabrisa) e o bimini (toldo de lona) as 1h da manhã.


Dia seguinte, domingão lindo. A programação era passar o fds na Ilha Rasa, numa festa de aniversário de um velejador que tem casa la, e foi a tropa toda. Saí logo atrás do Relax, do Renato, porque estava com receio de ter neblina mais pra frente e como ele tem radar, fui na cola. Tem gente que não gosta de eletrônicos, eu adoro. Com a maré vazante, chegavamos facinho a 7,5 nós, isso era 50% a mais de velocidade que normalmente faz o barco no estofo e sem o menor esforço do motor que estava a 60% de aceleração, é uma diferença absurda.


Em 2 horas e meia chegamos ao Porto de Paranaguá o que normalmente faziamos em 4 horas e com o Jarbas instalado, podemos desfrutar de momentos como este. Como nem tudo são rosas, tem que ficar ligado em 220 e cuidando todo tempo pois o piloto automático é só pra manter o rumo.


Chegamos na ilha das Peças ainda pela manhã e saímos caminhar e comer, desta vez sem as famigeradas Butucas mas com alguns "pórvinhas" que incomodavam muito. Aqui estamos preparando a ancoragem e ainda sem o guincho de âncora.

A ilha das peças tem uma ancoragem não tão tranquila mas dá pra passar a noite e é virada em restaurantes. Há controvérsias de qual é melhor na comida, no atendimento, se atende $$omente algun$$ etc etc etc, eu não quero tapete vermelho e banda, só quero comida quente e cerveja gelada e que seja servida em tempo hábil, para não vir crua ou demorar demais, só isso. Acho que não é pedir demais né?

E nesse restaurante fomos muito bem servidos.

Fim de tarde na ilha das Peças e o povo já ancorado.



E no domingo pela manhã, saímos bem cedo, para pegar e enchente e nos empurrar para a Ilha Rasa, olha só como estava o tempo, tudo trocado. A foto abaixo era do norte (nosso lado direito), normalmente tem tempo bom, pois a frente fria vem do sul. Foto feia, cinza, carregada sem a menor graça e todos nós no motor.

Essa foto é do Oeste (para frente), olha só a linha das nuvens.

E essa do Sul (lado esquerdo), com sol, cor, vida e animação. O barco abaixo é do André, o Sunmar, de 31 pés.


Esse é o Relax, um Skipper 30 impecável do Renato


E aqui a família buscapé.


É "nóis" na foto.

Um estranho no ninho hahahahaha. Essa lancha estava conosco lá na Ilha da Peças, amigo de um amigo. O cara acordou super tarde, fez o café, tomou sem pressa alguma e zarpou, contou até 10 e chegou aonde estávamos, pois havíamos saído uma eternidade antes. Quando se aproximada perguntou como ele deveria passar pelos 5 barcos da flotilha e um respondeu: "Passa fazendo um zigue zague entre os veleiros" e outro disse, "gente, não atira,,, é amigo" hahahaha. Chegou na boa e para o desespero dele nós acompanhou a meros 5 nós.

O Marco no "camarote" de convés.

Chegando na Ilha Rasa


E aqui a flotilha já ancorada

O Andre, do Sunmar, comprou 4 peixes de um pescador, um deles ainda vivo e fez na grelha. Eu já tinha ouvido que peixe fresco, sem ter tido contato com o gelo era muito mais saboroso, mas comer um peixe assim é difícil, tem que pegar com o pescador e na hora. Confesso que fiquei surpreso com a diferença de gosto, é muito mais gostoso, até me animei a aprender a pescar, mas isso é outra historia.


Ao longo do dia chegaram mais 3 veleiros e 3 lanchas. 


Estou pensando em trocar o meu botinho, ele tem 2,7 metros pesando 35 kilos e um motor de 8hp de 28 kilos mais o tanque de combustível de 12 litros, Em mar calmo até que é viável colocá-lo a bordo mas se estiver mexido fica perigoso. O Marco adora dar umas voltas com ele, principalmente quando plana, ai o moleque fica faceiro por isso estou com aperto no coração em fazer a troca, mas um bote de 2m com motor de 5hp, sem o tanque ia ser de uma ajuda imensa.

E aqui, minha última obra de arte: A mesa de jantar. Após 10 meses do lançamento do barco na água a obra ainda não terminou. Eu havia feito uma em compensado com fórmica mas sabe quando você olha, olha, olha e não se convence? Comprei 3 tábuas de Cedro Rosa e fiz outra, com já tinha o molde foi fácil e numa manhã estava pronta, agora é só dar acabamento. Passei a manhã instalando ás pressas e quando pronta para o café da manhã, a Leandra disse: "Ahh não, café da manhã é lá fora." E a mesa continua virgem......

 O Prieto, do Tutatis, tem um drone e fez esse vídeo da ilha e da ancoragem. Vale a pena ver. 


Ficamos 4 dias embarcados, com um pessoal prá lá de gente boa e entre eles 3 que deram a volta ao mundo de veleiro (A Famila Portela que publicou o livro Três anos, três oceanos, Prieto do veleiro Tutatis e o Crespo) e assunto tínhamos para uma vida toda.

Foram 9 Veleiros e 3 lanchas, 60 milhas de navegação num espetacular feriado, pena que sem vento, assim fica difícil aprender a velejar né? Mas valeu a pena, comprovei que meu sistema de baterias é somente para fds, mais que isso vai faltar energia, então terei que fazer mais algumas instalações: Mais 2 baterias, placas solares maiores e um gerador eólico potente assim posso manter a geladeira na potência máxima o dia todo. Tenho geladeira e vaso sanitário elétricos que não abro mão, tem gente que não tem e não sente falta. Eu sinto hehehe, e ainda faltam: AIS, SSB, sonar reserva, e outros brinquedinhos.

Foi isso, agora o Furioso vai pra terra para algumas manutenções corretivas e preventivas. Logo estaremos na água de novo.

T+

JD





quarta-feira, 10 de junho de 2015

JIC - Fnalmente navegando em mar aberto

Então,

Finalmente saí para mar aberto sem alguém experiente a bordo, fui de tripula no Marina IX, um Delta 26, do Reges amigo de poita, até Joinville . Eu não era o comandante, então não tinha que pensar muito porque quem manda no barco é o comandante e ponto final, senão é motim e vai andar na prancha.

Eu e o Reges somos novatos, ele tem um pouco mais de tempo e manja melhor de velas e o cara estava ligado em 220v para essa viagem. Quando você tem um skipper ou alguém com experiência a bordo, a ansiedade e o medo não aparecem, porque se der merda, mesmo como comandante, você olha pro cara e diz: "Assume ai, o barco é seu" hahahaha mas no nosso caso e nessa viagem, os 2 eram iniciantes e sem experiência em mar aberto. Só lembrando: Antonina fica no fundo da baia e pra vc pegar mar aberto tem que chegar na boia 1 distante 27 milhas, aprox 5 a 6 horas no motor dependendo da maré, no vento nem conto, porque se tiver,,,,, é contra.
E pra chegar na Boia 1, é bom sair na vazante e com tempo bom, porque senão o bicho pode pegar e como somos iniciantes.....


Como podem ver, é bem longinho.....


Então, sair no canal da galheta em condições boas é o ideal, mas tem gente que passa por lá até dormindo,,,, eu não.  Na foto acima o que está em azul escuro apos a Ilha do Mel é baixio, por isso temos que ir la na pqp para poder virar pro norte ou sul ou em frente pra ir pra Africa e na foto abaixo está o canal tendo direita a ilha da Galheta e a esquerda a ilha do Mel,



E fomos chegando...


E passamos,, hahahaha,,, olha so a calmaria, putzz, maior sorte

Aí foi a minha vez. Como o Delta 26 tem o escapamento para trás, na popa, o movimento do barco faz com que a fumaça volte, no voo chama-se rotor, e vim respirando essa porcaria até ali.

Como o vento estava de popa, abrimos as velas em asa de pombo, isto é,  uma pra cada lado e você fica com um paredão branco na frente te dando tchau,,,,,, vai pra direita, vai pra esquerda, vai pra direita, vai pra esquerda não tem pra onde olhar a não ser pra trás ou para os lados.


Olha só a posição da bandeira. Mesmo no pouco tempo que o motor esteve ligado após a boia 1 a fumaça vinha direto e não do rotor do vento (redemoinho)

E tái o resultado, após 3 hugos, as forças se foram e fiquei em estado lamentável, imprestável. Já imaginou isso acontecer comigo com a Leandra e Marco estando a bordo? Pior que isso é se a Leandra também passar mal, ai ferrou.

Mesmo como baixa na tripulação, ainda tinha forças para apertar a tela bater umas fotos, algumas foram do Reges.


E o sol começa a se por, e a ansiedade começa a aumentar. Dois novatos navegando a noite? Ixi, linha da vida a postos, coletes no costado, lanternas na mão, gps portátil na mão etc etc etc....


E como a adrenalina me cura de todos os males, ja estava melhorzinho nessa foto, até consegui olhar meu gps....


E o sol estava indo.....


E as 17:40,,,,, foi. Por isso se come muito em veleiro, anoitece muito cedo, a janta sai cedo e também, as vezes dome-se cedo, senão come de novo pra fazer o sono chegar hahahaha.



Navegamos muito bem durante a noite, céu estreladíssimo e o vento rondou, rondou e tivemos que ligar o motor. A entrada da baia da babitonga foi meio tensa mas sem sustos. Lá dentro, as vezes não sabíamos se era um navio ou as Piramides ou a Torre Eifel, porque no meio de tanta luz, e fortes, você se perde e não identifica o que está na frente. Por obra de Deus, estávamos fora do canal, sim, porque lá tem boia verde e encarnada por todos lados, e nisso vimos uma luzinha vermelha, sim, luzinha, vagabunda, pequena, de cor mais pra laranja que vermelha, ai nos demos conta que era um puta navio passando. Estávamos longe e em segurança, mas um pouquinho mais pra frente a coisa ia ficar complicada, por isso vou comprar um AIS logo. A luz de navegação do meu singelo barquinho é muito melhor que aquela porcaria que estava num barco daquele tamanho, se a luz de navegação era assim imagine o resto.

Bom,,, voltemos: Como o JIC tem convenio com a Marina Capri, e estávamos perto, chamamos no rádio para atracarmos e passarmos a noite lá,,,,, claro que ninguém respondeu e acabamos por ancorar em frente ao museu do mar.

Lá pelas 8h da manhã escutamos uma puta buzinada de navio, mas pensa numa buzina alta. O Reges pulou pra fora em 1s e estava tudo fechado com neblina não dava pra ver nem o barco pirata perto de nós, mas durou pouco as 9h zarpamos, conforme foto abaixo.


 E fomos navegando tranquilamente na baia de Babitonga, muito linda por sinal, mas tem os canais a serem seguidos e muita marcação de perigo. Lá pelas tantas o Reges disse que eu nao deveria olhar muito para o gps, tinha que ser navegação visual e desligou o gps para ver o que eu fazia. Ele disse vai para a boia verde...... bom ele era o comandante e prontamente obedeci puxando o leme direcionando o barco para a boia verde e já dizendo,,,,, "ok, voce desencalha" hahahaha. Ligou novamente o gps e viu que tinha um baita canal a ser seguido e era em curva, se fossemos reto iriamos encalhar. Há lugares que pelo tamanho na carta nautica não passam 2 lanchinhas dessas ai em baixo de tão estreita que era. E assim chegamos no visual do JIC, Joinville Iate Clube.



Algumas lanchas básicas para se iniciar no mundo náutico


E ai estamos, já amarrado ao trapiche, apos 20h de navegada desde a poita em Antonina

Uma excelente oportunidade para aprender a navegar, mas fazer uma travessia como tripulante é uma coisa, outra é ser o comandante.

Espero ainda esse ano fazer uma tantas viagens pra la, para dimensionar melhor o Furioso e pegar a mão em mar aberto mas ai com a Leandra e depois o Marco.

Por hoje é só

T+

JD

domingo, 31 de maio de 2015

Noite de queijos e vinhos

Então,

Dia 16/Sab fizemos uma noitada na ilha do Teixeira, onde reunimos 9 barcos (8 veleiros e uma lancha). Ficamos a contrabordo onde TODOS estavam seguros por uma ÚNICA âncora, de 20 kilos (Tóiinn). Somando rapidamente o peso de cada barco chegamos a 40 toneladas e é claro que garramos, e muito.

O Marco adora lancha, claro quem não gosta, ainda mais das grandonas e lindas. Agora pensa num moleque feliz, muito feliz por estar a bordo de uma dessas, 37 pés, maravilhosa. Ele não sabia se deitava, rolava ou pulava na dúvida fez tudo isso e eu só no não, não, não não. Putzz, mas não tinha como não fazer isso a embarcação não era minha e já pensou quebrar alguma coisa,, vixi!

Chegamos cedo e começamos as amarrações. E a linha foi aumentando o André subiu no mastro e fez essas fotos.



Laaa atras da lancha (depois do Autral, está meu simplório barquinho.


E ai está a linha, quase completa.

O Willian, dono da lancha, viu que a casa na ilha estava mudando de lugar. Quando nos demos conta estávamos muito longe de onde havíamos ancorado mas tudo bem, NAQUELE momento, tínhamos controle da situação mas assim mesmo nos separamos e ancoramos o Furioso e o Marina IX em outro lugar. Assim não precisamos fazer manobras de madrugada e só bebo APÓS todas elas terem sido feitas e certificadas que estão corretas. 

Beber a bordo com amigos é muito bom, mas ancorar barco com "sono" é um tanto perigoso, além disso haviam crianças a bordo e muitos barcos perto. Lá ficamos nós já preparados para passar a noite.


E logo atras, a trupe do vinho. Fiz essa foto quando nos separamos, após garrarmos, a lancha quis sair e tivemos que sair também eu e o Reges, nesse momento chega o Relax e outro delta 36, os da extrema esquerda e direita e ficaram por la.


A turma bem preocupada,,,,,,,, preocupada se o vinho ia acabar hahahahaha


Lá pelas tantas meu alarme de bebida acionou e parei de beber. Logo começou a cair o disjuntor do povo a bordo, teve um que pela manhã, não sabia como ele havia ancorado "sozinho" e tão bem. Claro que explicamos que não havia sido ele hahahaha.

O único incidente foi com o Marina IX, ele só usa cabo na âncora e nada de corrente. Na virada da maré o cabo enrolou na quilha e travou o barco diminuindo o raio de giro, nisso o delta 36 veio pra cima, alguns riscos depois cada um estava em sua ancoragem de destino. O cara não usa corrente porque acha que é muito peso para um barco de 26 pés, mas tem 3 âncoras a bordo. Bom,,,, o barco é dele e ele é comandante deve saber o que faz hahahaha.

No domingo, todo mundo com aquele gosto de cabo de guarda chuva na garganta e alguns ainda tentando se lembrar como ELE  se separou da linha e ancorou o barco tão bem.

Passamos o dia juntos, amarrados de novo, uns recuperando o gás, outros na manutenção, eu por exemplo outros cozinhando e outros ainda bebendo. Tentei retirar o guincho (que quebrou uns domingos atrás) e o convés do Furioso estava verrrrde, a placa solar devia estar gerando 1A/hora por conta das cagadas dos pássaros, repintei algumas madeiras que tinham resina epoxi e não verniz. Pra quem não sabe resina epoxi não resiste à luz solar, ela esfarela e a peça fica feia, a parte boa é que sai fácil na lixada e lá fui eu.

Para o mes de Maio em familia e amigos foi isso. Agora é esperar o tempo bom para levar o Delta 26 para Joinville, dois novatos, mas já abrindo as asas.

Ahhh,, gente,,,, definitivamente, velejar engorda.

T+

JD