quinta-feira, 18 de junho de 2015

Ilha Rasa

Então,,

4 dias de feriado, 9 veleiros, 3 lanchas, todo mundo merece né? Uma vez, não sei onde (nem me interessa mais) vi uma reportagem dizendo que o brasileiro era feliz porque tínhamos futebol, muitos feriados e praia, Bom,,,, o cara era estrangeiro, na próxima vida, se ele nascer por aqui, saberá porque somos felizes e não em apenas em um fds passado por aqui, enfim, cada um, cada um.

Chegamos no domingo a noite e olha só o tamanho da bagagem para apenas 4 dias, imagina quando formos passar as próximas férias, programadas para 20 dias embarcados, hehehe.


Como chegamos beeeem tarde, o Marco já estava entregue e como somos regidos pelas leis de Murphi, a maré estava seca, muito seca, então tivemos que levar tudo isso laaaaa no pier 2 além de ter que pegar o bote de apoio e descer a rampa toda enlameada e como se não bastasse, montar o dog house (parabrisa) e o bimini (toldo de lona) as 1h da manhã.


Dia seguinte, domingão lindo. A programação era passar o fds na Ilha Rasa, numa festa de aniversário de um velejador que tem casa la, e foi a tropa toda. Saí logo atrás do Relax, do Renato, porque estava com receio de ter neblina mais pra frente e como ele tem radar, fui na cola. Tem gente que não gosta de eletrônicos, eu adoro. Com a maré vazante, chegavamos facinho a 7,5 nós, isso era 50% a mais de velocidade que normalmente faz o barco no estofo e sem o menor esforço do motor que estava a 60% de aceleração, é uma diferença absurda.


Em 2 horas e meia chegamos ao Porto de Paranaguá o que normalmente faziamos em 4 horas e com o Jarbas instalado, podemos desfrutar de momentos como este. Como nem tudo são rosas, tem que ficar ligado em 220 e cuidando todo tempo pois o piloto automático é só pra manter o rumo.


Chegamos na ilha das Peças ainda pela manhã e saímos caminhar e comer, desta vez sem as famigeradas Butucas mas com alguns "pórvinhas" que incomodavam muito. Aqui estamos preparando a ancoragem e ainda sem o guincho de âncora.

A ilha das peças tem uma ancoragem não tão tranquila mas dá pra passar a noite e é virada em restaurantes. Há controvérsias de qual é melhor na comida, no atendimento, se atende $$omente algun$$ etc etc etc, eu não quero tapete vermelho e banda, só quero comida quente e cerveja gelada e que seja servida em tempo hábil, para não vir crua ou demorar demais, só isso. Acho que não é pedir demais né?

E nesse restaurante fomos muito bem servidos.

Fim de tarde na ilha das Peças e o povo já ancorado.



E no domingo pela manhã, saímos bem cedo, para pegar e enchente e nos empurrar para a Ilha Rasa, olha só como estava o tempo, tudo trocado. A foto abaixo era do norte (nosso lado direito), normalmente tem tempo bom, pois a frente fria vem do sul. Foto feia, cinza, carregada sem a menor graça e todos nós no motor.

Essa foto é do Oeste (para frente), olha só a linha das nuvens.

E essa do Sul (lado esquerdo), com sol, cor, vida e animação. O barco abaixo é do André, o Sunmar, de 31 pés.


Esse é o Relax, um Skipper 30 impecável do Renato


E aqui a família buscapé.


É "nóis" na foto.

Um estranho no ninho hahahahaha. Essa lancha estava conosco lá na Ilha da Peças, amigo de um amigo. O cara acordou super tarde, fez o café, tomou sem pressa alguma e zarpou, contou até 10 e chegou aonde estávamos, pois havíamos saído uma eternidade antes. Quando se aproximada perguntou como ele deveria passar pelos 5 barcos da flotilha e um respondeu: "Passa fazendo um zigue zague entre os veleiros" e outro disse, "gente, não atira,,, é amigo" hahahaha. Chegou na boa e para o desespero dele nós acompanhou a meros 5 nós.

O Marco no "camarote" de convés.

Chegando na Ilha Rasa


E aqui a flotilha já ancorada

O Andre, do Sunmar, comprou 4 peixes de um pescador, um deles ainda vivo e fez na grelha. Eu já tinha ouvido que peixe fresco, sem ter tido contato com o gelo era muito mais saboroso, mas comer um peixe assim é difícil, tem que pegar com o pescador e na hora. Confesso que fiquei surpreso com a diferença de gosto, é muito mais gostoso, até me animei a aprender a pescar, mas isso é outra historia.


Ao longo do dia chegaram mais 3 veleiros e 3 lanchas. 


Estou pensando em trocar o meu botinho, ele tem 2,7 metros pesando 35 kilos e um motor de 8hp de 28 kilos mais o tanque de combustível de 12 litros, Em mar calmo até que é viável colocá-lo a bordo mas se estiver mexido fica perigoso. O Marco adora dar umas voltas com ele, principalmente quando plana, ai o moleque fica faceiro por isso estou com aperto no coração em fazer a troca, mas um bote de 2m com motor de 5hp, sem o tanque ia ser de uma ajuda imensa.

E aqui, minha última obra de arte: A mesa de jantar. Após 10 meses do lançamento do barco na água a obra ainda não terminou. Eu havia feito uma em compensado com fórmica mas sabe quando você olha, olha, olha e não se convence? Comprei 3 tábuas de Cedro Rosa e fiz outra, com já tinha o molde foi fácil e numa manhã estava pronta, agora é só dar acabamento. Passei a manhã instalando ás pressas e quando pronta para o café da manhã, a Leandra disse: "Ahh não, café da manhã é lá fora." E a mesa continua virgem......

 O Prieto, do Tutatis, tem um drone e fez esse vídeo da ilha e da ancoragem. Vale a pena ver. 


Ficamos 4 dias embarcados, com um pessoal prá lá de gente boa e entre eles 3 que deram a volta ao mundo de veleiro (A Famila Portela que publicou o livro Três anos, três oceanos, Prieto do veleiro Tutatis e o Crespo) e assunto tínhamos para uma vida toda.

Foram 9 Veleiros e 3 lanchas, 60 milhas de navegação num espetacular feriado, pena que sem vento, assim fica difícil aprender a velejar né? Mas valeu a pena, comprovei que meu sistema de baterias é somente para fds, mais que isso vai faltar energia, então terei que fazer mais algumas instalações: Mais 2 baterias, placas solares maiores e um gerador eólico potente assim posso manter a geladeira na potência máxima o dia todo. Tenho geladeira e vaso sanitário elétricos que não abro mão, tem gente que não tem e não sente falta. Eu sinto hehehe, e ainda faltam: AIS, SSB, sonar reserva, e outros brinquedinhos.

Foi isso, agora o Furioso vai pra terra para algumas manutenções corretivas e preventivas. Logo estaremos na água de novo.

T+

JD





quarta-feira, 10 de junho de 2015

JIC - Fnalmente navegando em mar aberto

Então,

Finalmente saí para mar aberto sem alguém experiente a bordo, fui de tripula no Marina IX, um Delta 26, do Reges amigo de poita, até Joinville . Eu não era o comandante, então não tinha que pensar muito porque quem manda no barco é o comandante e ponto final, senão é motim e vai andar na prancha.

Eu e o Reges somos novatos, ele tem um pouco mais de tempo e manja melhor de velas e o cara estava ligado em 220v para essa viagem. Quando você tem um skipper ou alguém com experiência a bordo, a ansiedade e o medo não aparecem, porque se der merda, mesmo como comandante, você olha pro cara e diz: "Assume ai, o barco é seu" hahahaha mas no nosso caso e nessa viagem, os 2 eram iniciantes e sem experiência em mar aberto. Só lembrando: Antonina fica no fundo da baia e pra vc pegar mar aberto tem que chegar na boia 1 distante 27 milhas, aprox 5 a 6 horas no motor dependendo da maré, no vento nem conto, porque se tiver,,,,, é contra.
E pra chegar na Boia 1, é bom sair na vazante e com tempo bom, porque senão o bicho pode pegar e como somos iniciantes.....


Como podem ver, é bem longinho.....


Então, sair no canal da galheta em condições boas é o ideal, mas tem gente que passa por lá até dormindo,,,, eu não.  Na foto acima o que está em azul escuro apos a Ilha do Mel é baixio, por isso temos que ir la na pqp para poder virar pro norte ou sul ou em frente pra ir pra Africa e na foto abaixo está o canal tendo direita a ilha da Galheta e a esquerda a ilha do Mel,



E fomos chegando...


E passamos,, hahahaha,,, olha so a calmaria, putzz, maior sorte

Aí foi a minha vez. Como o Delta 26 tem o escapamento para trás, na popa, o movimento do barco faz com que a fumaça volte, no voo chama-se rotor, e vim respirando essa porcaria até ali.

Como o vento estava de popa, abrimos as velas em asa de pombo, isto é,  uma pra cada lado e você fica com um paredão branco na frente te dando tchau,,,,,, vai pra direita, vai pra esquerda, vai pra direita, vai pra esquerda não tem pra onde olhar a não ser pra trás ou para os lados.


Olha só a posição da bandeira. Mesmo no pouco tempo que o motor esteve ligado após a boia 1 a fumaça vinha direto e não do rotor do vento (redemoinho)

E tái o resultado, após 3 hugos, as forças se foram e fiquei em estado lamentável, imprestável. Já imaginou isso acontecer comigo com a Leandra e Marco estando a bordo? Pior que isso é se a Leandra também passar mal, ai ferrou.

Mesmo como baixa na tripulação, ainda tinha forças para apertar a tela bater umas fotos, algumas foram do Reges.


E o sol começa a se por, e a ansiedade começa a aumentar. Dois novatos navegando a noite? Ixi, linha da vida a postos, coletes no costado, lanternas na mão, gps portátil na mão etc etc etc....


E como a adrenalina me cura de todos os males, ja estava melhorzinho nessa foto, até consegui olhar meu gps....


E o sol estava indo.....


E as 17:40,,,,, foi. Por isso se come muito em veleiro, anoitece muito cedo, a janta sai cedo e também, as vezes dome-se cedo, senão come de novo pra fazer o sono chegar hahahaha.



Navegamos muito bem durante a noite, céu estreladíssimo e o vento rondou, rondou e tivemos que ligar o motor. A entrada da baia da babitonga foi meio tensa mas sem sustos. Lá dentro, as vezes não sabíamos se era um navio ou as Piramides ou a Torre Eifel, porque no meio de tanta luz, e fortes, você se perde e não identifica o que está na frente. Por obra de Deus, estávamos fora do canal, sim, porque lá tem boia verde e encarnada por todos lados, e nisso vimos uma luzinha vermelha, sim, luzinha, vagabunda, pequena, de cor mais pra laranja que vermelha, ai nos demos conta que era um puta navio passando. Estávamos longe e em segurança, mas um pouquinho mais pra frente a coisa ia ficar complicada, por isso vou comprar um AIS logo. A luz de navegação do meu singelo barquinho é muito melhor que aquela porcaria que estava num barco daquele tamanho, se a luz de navegação era assim imagine o resto.

Bom,,, voltemos: Como o JIC tem convenio com a Marina Capri, e estávamos perto, chamamos no rádio para atracarmos e passarmos a noite lá,,,,, claro que ninguém respondeu e acabamos por ancorar em frente ao museu do mar.

Lá pelas 8h da manhã escutamos uma puta buzinada de navio, mas pensa numa buzina alta. O Reges pulou pra fora em 1s e estava tudo fechado com neblina não dava pra ver nem o barco pirata perto de nós, mas durou pouco as 9h zarpamos, conforme foto abaixo.


 E fomos navegando tranquilamente na baia de Babitonga, muito linda por sinal, mas tem os canais a serem seguidos e muita marcação de perigo. Lá pelas tantas o Reges disse que eu nao deveria olhar muito para o gps, tinha que ser navegação visual e desligou o gps para ver o que eu fazia. Ele disse vai para a boia verde...... bom ele era o comandante e prontamente obedeci puxando o leme direcionando o barco para a boia verde e já dizendo,,,,, "ok, voce desencalha" hahahaha. Ligou novamente o gps e viu que tinha um baita canal a ser seguido e era em curva, se fossemos reto iriamos encalhar. Há lugares que pelo tamanho na carta nautica não passam 2 lanchinhas dessas ai em baixo de tão estreita que era. E assim chegamos no visual do JIC, Joinville Iate Clube.



Algumas lanchas básicas para se iniciar no mundo náutico


E ai estamos, já amarrado ao trapiche, apos 20h de navegada desde a poita em Antonina

Uma excelente oportunidade para aprender a navegar, mas fazer uma travessia como tripulante é uma coisa, outra é ser o comandante.

Espero ainda esse ano fazer uma tantas viagens pra la, para dimensionar melhor o Furioso e pegar a mão em mar aberto mas ai com a Leandra e depois o Marco.

Por hoje é só

T+

JD

domingo, 31 de maio de 2015

Noite de queijos e vinhos

Então,

Dia 16/Sab fizemos uma noitada na ilha do Teixeira, onde reunimos 9 barcos (8 veleiros e uma lancha). Ficamos a contrabordo onde TODOS estavam seguros por uma ÚNICA âncora, de 20 kilos (Tóiinn). Somando rapidamente o peso de cada barco chegamos a 40 toneladas e é claro que garramos, e muito.

O Marco adora lancha, claro quem não gosta, ainda mais das grandonas e lindas. Agora pensa num moleque feliz, muito feliz por estar a bordo de uma dessas, 37 pés, maravilhosa. Ele não sabia se deitava, rolava ou pulava na dúvida fez tudo isso e eu só no não, não, não não. Putzz, mas não tinha como não fazer isso a embarcação não era minha e já pensou quebrar alguma coisa,, vixi!

Chegamos cedo e começamos as amarrações. E a linha foi aumentando o André subiu no mastro e fez essas fotos.



Laaa atras da lancha (depois do Autral, está meu simplório barquinho.


E ai está a linha, quase completa.

O Willian, dono da lancha, viu que a casa na ilha estava mudando de lugar. Quando nos demos conta estávamos muito longe de onde havíamos ancorado mas tudo bem, NAQUELE momento, tínhamos controle da situação mas assim mesmo nos separamos e ancoramos o Furioso e o Marina IX em outro lugar. Assim não precisamos fazer manobras de madrugada e só bebo APÓS todas elas terem sido feitas e certificadas que estão corretas. 

Beber a bordo com amigos é muito bom, mas ancorar barco com "sono" é um tanto perigoso, além disso haviam crianças a bordo e muitos barcos perto. Lá ficamos nós já preparados para passar a noite.


E logo atras, a trupe do vinho. Fiz essa foto quando nos separamos, após garrarmos, a lancha quis sair e tivemos que sair também eu e o Reges, nesse momento chega o Relax e outro delta 36, os da extrema esquerda e direita e ficaram por la.


A turma bem preocupada,,,,,,,, preocupada se o vinho ia acabar hahahahaha


Lá pelas tantas meu alarme de bebida acionou e parei de beber. Logo começou a cair o disjuntor do povo a bordo, teve um que pela manhã, não sabia como ele havia ancorado "sozinho" e tão bem. Claro que explicamos que não havia sido ele hahahaha.

O único incidente foi com o Marina IX, ele só usa cabo na âncora e nada de corrente. Na virada da maré o cabo enrolou na quilha e travou o barco diminuindo o raio de giro, nisso o delta 36 veio pra cima, alguns riscos depois cada um estava em sua ancoragem de destino. O cara não usa corrente porque acha que é muito peso para um barco de 26 pés, mas tem 3 âncoras a bordo. Bom,,,, o barco é dele e ele é comandante deve saber o que faz hahahaha.

No domingo, todo mundo com aquele gosto de cabo de guarda chuva na garganta e alguns ainda tentando se lembrar como ELE  se separou da linha e ancorou o barco tão bem.

Passamos o dia juntos, amarrados de novo, uns recuperando o gás, outros na manutenção, eu por exemplo outros cozinhando e outros ainda bebendo. Tentei retirar o guincho (que quebrou uns domingos atrás) e o convés do Furioso estava verrrrde, a placa solar devia estar gerando 1A/hora por conta das cagadas dos pássaros, repintei algumas madeiras que tinham resina epoxi e não verniz. Pra quem não sabe resina epoxi não resiste à luz solar, ela esfarela e a peça fica feia, a parte boa é que sai fácil na lixada e lá fui eu.

Para o mes de Maio em familia e amigos foi isso. Agora é esperar o tempo bom para levar o Delta 26 para Joinville, dois novatos, mas já abrindo as asas.

Ahhh,, gente,,,, definitivamente, velejar engorda.

T+

JD


quarta-feira, 13 de maio de 2015

Feriado Dia do Trabalho, quase....

Então,

Mais um feriado e lá vamos nós com a lida no Furioso.
Combinamos com os vizinhos Mauricio, Nadine e crianças dar um rolê na baia. Descemos na 6f. para arrumar, limpar, consertar e melhorar o visual interno do barco. Dá só uma olhada nos armários  antes/depois. Vendo muitas fotos de barcos, alguns não possuíam portas nos armários por causa do mofo e resolvi fazer sem. Porém a vista não ficou como eu queria, achava que faltava algo e resolvi fazer as tais portinhas  e para evitar o tal mofo, quando saímos do barco deixamos tudo aberto, só isso.












Melhorou né?

Nos juntamos com o Reges, Rosane e Marina do veleiro Marina IX e fim da tarde fomos para a Ilha do Teixeira com a criançada. Comes, bebes, pão de queijo, bolo e um monte de etc. Já disseram que veleiro engorda, será? Ai o Reges inventou de subir no mastro com a tal cadeirinha. É muito fácil, você entra num fraldão que é a cadeirinha de alpinista, (30 anos atras eu usava uma dessas) faz um focinho de porco triplo para cada pé, ai você se apóia no pé direito e sobe o esquerdo, ai se apoia no pé esquerdo e sobe, puxando o focinho de porco para cima e junto a cadeirinha e teoricamente vai alternando os pés e puxando a cadeirinha pra cima, facin né? ......... Teoria meus caros, estou vendo que há muito disso no mundo náutico tipo: "Masss nããão cara, era só fazer assim e assim que dava certo" (??) ou  "Nããão, você fez errado, tinha que fazer assim e não assado (??)" e quem dava esses conselhos todos estava confortavelmente numa cadeira com amortecedor, braços e em TERRA FIRME. Ahhh vá, então tenta, mas faça, nada de teoria, porque de teoria estou tentando aprender a regular as velas e até agora nada.

Tai o Reges, tentando subir, até que subiu uma parte mas desistiu, o esforço foi tremendo, precisa de outros equipamentos tipo jumar (ascensor), oitão (freio para rapel). Esse é gente que faz. hehehehe


Desta vez fiquei a contrabordo do Delta com a ancoragem dele, uma ancora de 7,5kg e cabo. Esqueci de comentar nos posts passados mas fiz uma tremenda nháca no meu guincho de ancora, forcei demais quando travou em cima e quebrou o eixo, então agora está na mão a tarefa de recolhê-la e o pior é que está presa com sikaflex. Vai tirar....

A ancoragem não foi tranquila, batia muito com o barco amarrado ao outro, a situação piorou as 4h da manha quando o Reges pede pra liberar. Ai fui lá fazer a minha ancoragem e como havia outros barcos perto tivemos que fazer o procedimento 2x e nessa recolhida para a 2a. ancoragem detonei minhas costas enquanto puxava a corrente. Caracas! Realmente estou velho, desta vez me agachei e fiz do modo correto porém as costas já tinham reclamado, voltei rapidinho pra baixo do cobertor, é, cobertor por aqui anda frio.

Estou melhorando aos poucos, então, estava com uma leve dor de cabeça, corte na mão por causa da raspagem do fundo, costela detonada, costas travadas, ooooorra meu! O que mais falta?

No sábado pela manhã retornamos a Antonina pegar meus amigos e retornamos ao Teixeira fazer um churrasquinho e esperar a vazante das 14h com VENTOOOOO. 


Marco e Sofia


Na Ilha das Teixeira, esperando pela vazante das 14h



Naquele dia fomos a vela até a ilha das Peças, distante 15 milhas ou 3h a motor. Por causa dos canais tivemos que dar vários bordos e levamos muuuito tempo pra chegar lá. De novo os navios atrapalhando minhas manobras e chegamos na ilha as 19h, já bem escuro. Claro que errei o lado da ilha, não sei o que ativei no gps que apareceu um monte de pontos e isso está atrapalhando muito, pois polui a tela que é um horror, com a Leandra na proa com a Lanterna achamos o trapiche. Devidamente ancorados e desta vez o Marina IX amarrado a nós fomos pra sessão comilança, com 4 crianças a bordo ninguém pára muito tempo.

O projeto inicial era ir a Guaraqueçaba, mas pelo atraso nos bordos a vela por causa do contra vento, paramos no meio do caminho porque além de ser tarde eu já não aguentava mais que cansado.

Manhã seguinte resolvemos visitar a ilha do mel e prá la fomos, a motor, já que o vento sumira.
Tai o mapa da baia para que se localizem, senão só com o nome fica complicado pra quem não conhece a área. Coloquei a posição da ilha dos papagaios e onde encalhei. Conforme podem ver no mapa abaixo, pra chegar a Guaraqueçaba, a maneira indolor é esperar a vazante lá em Antonina e vir com ela até a ilha das Cobras e esperar a enchente para subir a Guaraqueçaba, se tiver vento então é show de bola, isto é, de vela


Chegamos na ilha do mel perto das 11h e tentamos, só tentamos,  nos aproximar pois a profundidade vem de 15 metros, 5 metros 1 metro e 30 cm em 5 segundos. Olha só o canalzinho que tem para atracar e veleiro não chega. Demos meia volta e fomos para uma prainha próxima.


Saindo da Ilha do Mel






Caaara, imagina 4 crianças num barco, imagine a zona


O canal da Galheta é assim: Quando não tem um navio pra encher o saco,,,, tem 2, e dos grandes.


Essa eu tenho que contar:

Quando estávamos ancorando com 50 cm de água, mas desta vez na maré baixa, vimos uma lancha próxima com um cara sozinho e limpando a embarcação, coisa rara de se ver em lancheiros. Nisso chegam 2 jets no maior pau, e deram um cavalo de pau NA FRENTE da lancha. 
Meu! Você não acredita no esporro que o lancheiro deu nos caras de jet, Caracas!! Ficou puto da vida, berrou mesmo dizendo que era perigoso, que poderiam ter se matado etc etc etc. nunca vi isso vindo de um lancheiro hahahahaha.

Bom, acalmado os ânimos do pessoal, voltamos pra nossa lida: fazer comida. Veleiro engorda mesmo, tenham cuidado. Enquanto a Rosana e Leandra preparam os comes e bebes, desembarcamos com as crianças na praia para que corressem um pouco, local muito bonito pra passar o dia, mas chegue na maré BAIXA, senão vai ficar enroscado mesmo.

Na volta para os barcos não resistimos e fomos cumprimentar o lancheiro, estava com material de limpeza numa mão, copão de whisky na outra e uma musiquinha para ELE ouvir e não a ilha toda. Demos os parabéns para ele pela atitude ai ele explicou que eram amigos mas mesmo assim meteu a boca. Era uma lancha 28 pés lindona, mas ele já estava de saco cheio e estava procurando um veleiro ,,,,,,, tai a explicação hahahahaha.


 No retorno ao Clube pegamos esse maravilhoso por do sol



E olha que bati com o celular, esse é o Marina IX, um delta 26



As imediatas

As 15h recolhemos âncora e seguimos para Antonina, Caaaara,,, é longe pacas, 23 milhas com maré contra, ai ninguém merece. Como o Delta é mais lento no motor fui na balada dele e a noite veio, com maré vazante e beeeemmm vazante, passamos o porto de Antonina já escuro e como não gosto da visão noturna do gps pois altera as cores do que é canal e baixio e o tico e teco se confundem, então comecei a mexer nele, mudei para diurno e baixei a luminosidade a 20% como lá fiz la na ilha dos papagaios e nessa de mexer adivinhaaaa....... perdi o sonar, igualzinho como lá na ilha dos papagaios, E com a maré secando, e secando meeesmo o bicho pegou, desliguei o Jarbas e fui no manual EM CIMA da linha de rota da GPSMAPAS e o Delta à minha direita uns 30 metros a boreste (lado direito) e eu pensando: "Ele não deveria estar alí", pouco tempo depois,,,, BUMMMM o Delta, bateu uma pedra, foi como se ele subisse no pedal de freio, a proa veio abaixo a popa laaa pra cima e parou, ok, era vazante e uma pedra mas estava parado.

Corri pegar meu cabo de 50 metros, baixar botinho, baixar motor, pegar tanque de gasolina, aquela correria toda. Ai vem outro problemas, maré vazante, marcha engatada e barco mantendo a posição, mas não podíamos ir para os lados por causa dos baixios. Nesse tipo de situação para o gps você está parado e ele fica sem referência de rumo, a linha de rota parece um limpador de parabrisa e a Leandra não conseguia estabilizar o barco. Eu e disse para se basear nas luzes la na frente e na lateral do porto, que ficasse ali enquanto íamos levar o cabo ao Delta para o Furioso puxá-lo da pedra. Tô craque em reboque hehehehe.

Quando estávamos chegando perto ele conseguiu sair sozinho, por sorte era uma pedra e não lodo, porque a maré ainda estava baixando e ia ficar lá até começar a enchente mais de 1h depois.

Passado o susto, seguimos para o clube, devidamente amarrados à poita desligamos o motor as 21h e o Reges avisa que o trapiche está no seco, isto é, não tinha como desembarcar por 1h pelo menos............
Quase peguei a churrasqueira pra continuar a comilança, mas ai teríamos que lavar tudo de novo, ixi! Melhor não.

Chegando em casa pesquisei melhor o problema do sonar. Uso o modelo  echomap 50s e haviam 18 correções desde que foi lançado, 18 (?) eu ja tinha atualizado até a 3.70  e ja está na 4.5. É muita incompetência da empresa. Acho que fazem o lançamento de qualquer jeito e depois os clientes vão arrumando o sistema. Fica a lição, ver o site periodicamente.

Esse foi um bom fds, boa companhia e alguma aventura e mais aprendizado, vamos indo, no contra vento, mas sempre adiante.

T+

JD