quarta-feira, 25 de março de 2015

Passeios de Março

Então,

As vezes acho que cheguei muito atrasado ao mundo náutico porque a era das grandes navegações iniciada no seculo XV terminou precisamente no dia 9 de Agosto de 2014 dia que lançamos o Furioso. rsrs

Digo isso porque em 7 meses de velejadas e quase TODOS os fins de semana a bordo foram raríssimos os dias com sol, céu azul e VENTO a exceção do curto período passado em Bombinhas e ainda assim olha lá.

Neste mês descemos duas vezes. A primeira tentamos velejar, e puxa, estica, dá 3 pulinhos, faz mandinga e o vento naaada. Terminamos onde? No ilha do Teixeira, 4 barcos a contra bordo comendo e bebendo desde as 15h da tarde indo até sei lá que horas quando alguns ja estavam enrolando a língua pronunciando um idioma indecifrável e outros repetindo N vezes que o Games of Thrones foi o melhor seriado dos últimos tempos. Foi divertido mas a cada fds engordamos um tantinho mais. hahahahaha
Nos separamos bem de noite, realmente não me lembro que horas. Adoro fazer isso, mas neste momento quero velejar e aprender, mas está difícil conseguir uma condição boa para isso. 

Obviamente o tempo não estava bom, cinza, chovendo, garoando e nós lá,,,, "encalhados" no Teixeira por isso nem me deu t... de bater foto, peguem uma la de trás com céu cinza que dá na mesma. As crianças até que se divertiram e por isso para mim valeu o fds.

Nesse último combinei com o Reges ir até a Ilha das Peças que é longe pacas, e na vela. E tenta e tenta ora com rajadas ora morrrto e nos atrasamos, claro. As 17h mudamos o rumo para a ilha das Cobras que fica no meio do caminho, uma ilha bem abrigada de alguns quadrantes de ventos e adivinha por onde entrou um vento pqp de forte 1h mais tarde? De onde ela não é abrigada é obvio, que dúvida. Não me preocupei TANTO porque o fundo é de lama segura bem mas com o vento uivando e aumentando o bicho pegou, a ultima vez que medi estava em 25 nós e aumentou muito depois disso. Até o caseiro da ilha ficou com a lanterna em nós prevendo a mer.... mas nos safamos. rsrs

No domingo as 9h tinha um "ventão" de 10 nós onde estávamos e os navios ja desordenados indicando estofo de maré para inicio da cheia, ai zarpamos.

Abri todo o pano e logo ali o barco já adernou e foi a 6 nós, só lembrando, estou com a buja (100%) ai eu consegui fazer umas experiencias com a vela, solta, puxa vira o barco. Gente,,, que coisa, está difícil aprender, foi bem por um tempo mas logo o vento rondou, foi baixando baixando eeeee... zero. Putzz, e dá-lhe ativar o vento de porão. As 15h chegamos na poita, mais 1h para limpar o barco e voltamos pra casa........  sem comentários (snif)

Dia desses vi num site noticias sobre Furacões no Brasil, que o mês de Março estava se firmando como o mês deles e pelo jeito até pode, ano que vem vamos ter mais novidades. 

É o que temos para esse mês, vamos ver nesse domingo o que rola.

T+ 

JD


terça-feira, 3 de março de 2015

O retorno - Porto Belo a Antonina

Então, 

Este é o relato da travessia para levar o Furioso para casa. 

Com o passar do tempo e com algumas experiências a mais, nossa escala de dificuldade vai variando, hoje já não tenho mais tanto receio de navegar na baia de Pgua, apesar de ainda ser perigosa. Perigosa no sentido de que você tem que estar ligado o tempo todo, nas pedras, nas canoas, nos baixios, nos navios, no raio que o parta da DRAGA e outros etc´s e quem ainda não saiu de lá não conhece a sensação de não ter essa preocupação. Dá pra pensar assim: Caminhe nas calçadas das cidades olhando apenas para frente, nunca para o chão, difícil né? Agora caminhe numa pista plana de um parque, sem buracos ou depressões, show de bola né? É mais ou menos por ai, mas nunca descuide senão…...

1o. Dia (Domingo)

Programamos o retorno do Furioso para domingo de carnaval, dia 16. Eu estava acompanhando os informes do windguru e digamos assim que não estava de todo bom, vento sul de 10 a 15 nós e como íamos para o norte resolvemos arriscar. Desta vez estava junto o pai do meu genro, o Wilson Martins, experiente lancheiro e pescador além do Skipper Marcelo, de Paranaguá, o mesmo que nos trouxe em Dezembro.

Saímos de PB umas 15h aprox já com vento moderado (para mim), motor a 2500 rpm, sem gás na cozinha e portanto sem comida quente. A geladeira DE NOVO se recusou a funcionar. A jabiraca insiste em medir a tensão das baterias e se estiver baixa não funciona. Caso ligue o motor em seguida, também não funciona, tem que carregar bastante, desligar o motor, ligar a geladeira e ligar o motor novamente. Não sei se isso é uma programação do equipamento ou se é algum problema, uma hora arrumo isso.

Tínhamos sanduíches, frutas, coca cola quente, agua quente e salgadinhosfrutas secas mas nada de gás, pois havia acabado na ultima vez que estivemos lá e acabei levando o botijão para Curitiba para trocar e como o projeto era levar o Delta 26 do Reges para PB estava tudo certo. O Delta não foi e ficamos sem comida quente…….

Estava sem embarcar havia 2 fins de semana e para não arriscar tomei novamente o maldito Strugeron, para mim dá um sono dos infernos uma sensação lazarenta de ruim e lá pelas tantas esquentou e baixou minha pressão, ai sim foi o ó do borogódó.

O mar estava bom (para mim) porém as onda vinham de alheta por boreste (por trás e do lado direito), então o barco subia na onda, virava para boreste (direita) e retornava parcialmente para a direção original dando uma surfadinha, ai você tinha que compensar na cana de leme a diferença e fazer isso a cada onda, depois de 382.259 ondas cansamos e instalamos o Jarbas que funcionou excepcionalmente bem,,,,,,,,,,,,, até que no fim da tarde as ondas estavam altas, bem altas (para mim) e o vento apertando e nós somente com a mestra quando o Jarbas começou a dar Tilt (Alguem ai ja foi em flipperama?). Reprogramei o “elemento” para fazer as correções mais lentamente o que ajudou por um tempo, depois dava o mesmo erro e assumimos o controle.

Como o Marcelo já estava na cana de leme havia 2 horas eu assumi o controle, como as ondas eram grandes e as surfadas eram frequentes e divertidas mas me empolguei e ai ficamos totalmente fora do rumo foi  quando o Marcelo me chamou a atenção para aproar para casa e não para a praia. Passado um tempo eu não conseguia mais colocar o barco no rumo, já estava com as duas mãos na cana de leme e começando a ficar irritado comigo mesmo até que comentei, “Putzz, ou eu sou muito ruim na boléia ou esse mar está me sacaneando” e o vento aumentou mais ainda e o mar cresceu MUUUUITO quando o Marcelo que disse: “Não é você, é o mar vamos baixar tudo e rumar para Itajai, não adianta seguir, só vamos nos cansar mais.” O porto estava distante 1:30h de navegada e prá lá fomos.




Já rumando para Itajaí, tivemos esse maravilhoso por do Sol



E mais a noite, ai ja era 20h


Chegamos em Itajaí as 21h, demos umas voltas para achar um lugar para ancorar mas com tudo escuro estava complicado. Nesse meio tempo liga o Moacir, do Everest, preocupado conosco, disse para chamar a Marinha no rádio e pedir ajuda, coisa que o Wilson já estava fazendo, ligando para um número que achamos na internet, creio ser o nr piloto da Capitania dos portos de Itajai, e não é que atenderam? Ele explicou a nossa situação e o militar que poderia ter dito que o expediente havia encerrado, pois eram mais de 21h, mas foi extremamente prestativo ouviu tudo e chamou o Sargento e explicou a ele novamente. Este autorizou encostarmos no pier ao lado do navio patrulha e aguardarmos. Quando ele chegou explicamos que o mar estava muito ruim por isso entramos ali e pedimos “pouso”, como se diz no interior. Ele pediu os documentos de todo mundo e do barco e  ligou para o superior para pedir autorização, explicou de novo, indicou que estava tudo ok conosco e o veleiro etc etc etc e eu já prevendo a negativa.
Dito e feito, ele disse que superior não permitiu atracar na base porque era área militar, que havia um navio ancorado lá etc e tal mas que iria achar uma solução para nós e era para aguardar. Ai ligaram para o delegado que autorizou colocar num pier ao lado da base. E la foram os militares e a guarda portuária nos ajudar na atracação.


Lá pelas tantas eu estava dentro do barco e me chamaram para conversar sobre a “revista”. O guarda portuário Leandro (se não me engano é esse o nome dele, vi rapidamente na farda) que nos atendia disse que viu o nome do barco e ficou com uma sensação de já conhecê-lo, ai lembrou da reportagem na revista Náutica Sul de Janeiro. Conversamos longamente sobre a construção a historia etc, ele estava entusiasmado por nos achar por ali e eu porque alguém viu a revista e lembrou hahahahaha. É uma sensação gostosa, prazeirosa que nos dá um certo orgulho.

Furioso ja devidamente ancorado em Itajai, aqui ja eram 22:30



 Quero deixar aqui o registro do excelente atendimento prestado por todos na Capitania dos Portos de Itajaí e guarda portuária, foram extremamente educados e pró-ativos pois poderiam simplesmente dizer NÃO e fim, mas correram atrás de uma solução ainda que por uma noite, afinal, lá não era uma marina hehehe. Fomos de carona até a portaria com o Leandro (Guarda portuária), e fomos na pizzaria em frente pôr o estomago em dia.

Uma coisa que adoro fazer a bordo é DORMIR. O balanço do barco é uma delicia e as 7h da madrugada já estávamos em pé e zarpando.

Nesse ponto ja é o fim do mole de Itajai, depois disso é so contornar a boia e seguir rumo norte.


2o. Dia (Segunda feira)


Entramos no mar novamente a vela e motor, onda grande e vento constante de 15 nos de alheta. Desta vez o piloto funcionou e seguimos sem maiores novidades até perto da bóia 1 na entrada do canal da galheta com chuva, vento sudeste com rajada de 20 knós e aumentando. Entrando no canal ficamos de ondas de popa e caracas!! Que ondas! Não vou dizer o tamanho porque não dá pra medir, mas uma hora olhei pra trás avisei o Marcelo, que estava pilotando, que havia um onda, ondaaaa laaazaaaareeenta de grande atrás de nós e demos uma baita surfada, não sei se foi nessa mas as velocidade máxima do barco que está registrado no gps foi de 11,5 knós, o dobro da velocidade “cruzeiro”.

Chegando na boia 1 no canal da Galheta e o tempo piorando


Desta vez nenhum barco entrou conosco e em pouco tempo passamos as ilhas entrando numa calmaria absurda. É como quando você está de carro numa estrada de pedra e cheia de buracos e em seguida entra no asfalto, pára toda a barulheira, chacoalheira, bateção, vento, etc, ohhhh santa paz, que saudade que estava sentindo dessa tranquilidade, santa baia.



 3o. Dia (Terça feira)

Dormimos em Pgua e novamente as 7h da madrugada zarpamos sem café quente, ohh sensação ruim. Logo nosso café da manhã foi de sanduíche com coca cola quente, ninguém merece. Subimos mais o rio e abastecemos de diesel que já estava só no cheiro. Caracas! 3a. feria de carnaval e os caras trabalhando pontualmente as 7h hahahahaha.

Navegando pela baia que estava mais que flat, lisa, sem vento aparente com o barulho só do motor o Wilson ficou mais entusiasmado com os veleiros, pois disse que em lanchas é difícil ter tranquilidade por ser muito rápida e nós ali,,,,,, a 5 knós, ai sim dá pra fazer um montão de coisa né? Ele também disse que veleiro engorda, pois havia 3 dias que estávamos comendo a toda hora, sempre mastigando algo, bebendo algo, descascando alguma fruta hehehehe, vida boa. Aprendi muito sobre lancha, o Marco iria adorar andar rápido.

Depois de 3 horas de muito papo sobre tempo, barco, vida a bordo, lanchas etc chegamos a Antonina, na poita do Furioso. Estava coberta de cráca, mas muita cráca, coisas que quem está há tempos fora, além do que, no bar do clube havia umas continhas penduradas lá desde inicio de Dezembro quando saímos,,,, ixi! Desculpa ai Jorge hehehe

É isso por essas férias,após mais de 430 milhas de navegadas segundo meu valente GPS 60CSX acabaram as férias oficialmente. Não foi exatamente como eu havia pensado que seria,mas aprendi muito e vi situações extremas (para mim) vejam o post “MAR EM FÚRIA”, hoje considero aquela situação tranquila, visto que no 1o. dia da travessia de retorno eu nem conseguia controlar o barco e espero que pare por ai, já chega de mar grande e onda grande (pra mim) já deu pra fita é só sair no dia certo.

Nessa foto, estão os dados da viagem, legal né? Por isso gosto desse gps, pequeno, funcional e o principal,,esse eu sei usar, já o chartploter......




RESTINHO DO ANO

Tenho uma relação de coisas para reformar/melhorar no barco, como está não dá para ir a mar aberto com conforto, se pegar tempo ruim então nem se fala mas com calma e ajuda dos mais experientes vamos aprendendo e evoluindo.

Esse ano temos vários feriados (Uma vez disseram que os brasileiros são felizes porque temos muitos feriados e futebol,?? Bom deixa pra lá) e o objetivo agora é fazer bate/volta a Joinville sempre que possível assim pegar a mão. Ainda não sei como fazer isso com a Leandra e Marco a bordo, só de pensar dá arrepios, preciso de mais experiência e confiança pra sair somente nós, além do que, tem que ser mar de almirante nem que seja a motor (1 passo de cada vez né?) e um dia ir a Paraty, com skipper claro.

Por hora é só, agora retornando à Ilha do Teixeira e disputar espaço com a Draga.

T+

JD




quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Final de Férias

Então,,,,,

E o período de férias chega ao fim ,,,, o que é bom dura pouco né?

Depois de 2 fds sem ir a Porto Belo estava ansioso para ver como estava o barco. As placas solares não estão ajudando muito, tem que ser mais fortes para carregar as baterias e as que tenho acho que só estão suprindo a perda. O problema é que a geladeira lê a carga da bateria, se estiver baixa não dá a partida no compressor e não adianta ligar o motor, tem que carregá-las bem, só funcionou apos as 16h e com um calorão que estava só tinha bebida quente.
Como desgraça pouca é bobagem, quando fomos assar um carne no forninho,,,,,,, acabou o gás. Caramba! Não durou nem 6 meses...... ai apelamos para a churrasqueira. Estávamos no caixa d´aço onde minha orelha esquerda escutava pagode, a da direita outras tão ruins quanto e as vezes pior,,,,,,,

Vocês já viram esse Comercial da kombi ?

Pois é, sem querer entrar no mérito da coisa (cada um de diverte do jeito que quiser) mas acho estranho o cara colocar 15 homens numa embarcação (das grandes) com musica no volume altíssimo tentando conversar.... e tem também o povo de outro tipo de embarcação, menor, que também carrega 2 ou 3,,,,,,, homens (?)

Tem também aquelas lanchonas que trazem as (super) poderosas, não sei se são as namoradas dos caras,,,, porque a pança da rapaziada era incompatível com o nível da mulherada que fazem um sucesso danaaaado la na popa,,,, e que popa.

E tem também aqueles que chegam, ancoram corretamente, liga a sua musiquinha para ELE e SOMENTE ELE escutar, faz o seu xurras e fica por la a noite toda com a iluminação sub aquatica ligada e os peixinhos em volta, show de bola.

MATÉRIA NA REVISTA NÁUTICA SUL

Para quem ainda não sabe ou não viu, saiu uma matéria grande sobre a construção do Furioso na revista NÁUTICA SUL de janeiro, ficou muito boa, parabéns ao meu xara Jorge Souza, responsável pela matéria, vocês podem baixá-la aqui

Seguem ai umas fotos da nossa estadia em Porto belo e imediações:

Bar flutuante no caixa d´aço


Praia da ilha em frente a marina






Em bombinhas tem um cara que é copia FIEL do capitão Jack Sparrow


Foto dos fundos do caixa d´aço



É isso por hora, no carnaval vamos levar um Delta 26 para PB e trazer o Furioso.
Prá variar o tempo está contra, a frente fria é JUSTAMENTE no sábado, domingo e segunda, é mole?

Na volta conto mais,,,,,, se sobreviver.

T+

JD


sábado, 24 de janeiro de 2015

Ferias 14/15 - Santa Catarina

Então,

A partir da chegada me perdi no tempo e hora então não sei que dia foram tiradas as fotos abaixo, o importante é que estávamos de férias, gostaria que a Fernanda, Pedrinho e o Felipe, estivessem juntos mas uma hora dá certo de passearmos todos juntos novamente.

Num domingo recebemos um casal pra lá de queridos, Mauricio e Vera, eles estiveram presentes na melhor fase da minha vida e no presente ai estão novamente. Quando perguntou o que queria que levasse eu disse: Vento leste de maxima de 15 nos, Sol as 10 as 17h, e alguma cerveja hahahaha
E olha o tempo: ceu azul,, vento ate de 15 nos, velejada de Porto  Belo a Ilha de Galés passando por trás dela e retornando dia incrivelmente gostoso como podem ver nas fotos abaixo:

Com o Jarbas a postos, dava pra ficar passeando pelo convés.




Alguem tem que bater a foto né. Uma hora ficamos todos ali, só molhando os pés.





A foto foi tirada na vertical, barco adernado



Aqui estamos em Bombinhas, na sepultura. 8m de água verde, do botinho dava pra ver a quilha perfeitamente.


Xurras ja queimando carvão

A Leandra queria fazer uma caipirinha e fui com o Mauricio pedir gelo nos outros barcos, havia um veleiro imeeeenso chamado Amazonas, ele tem 12 gaiutas de cada lado, de bronze com uns 2 palmos +/- de tamanho, era tao alto o costado que quando ao lado me senti como um índio em 1500 querendo trocar frutas por um espelho hahahahaha. Estamos ai voltando a remo. 


Essa foto foi criação da Vera. feita no telefone, lindão né?


E no Domingo foram irmã, cunhado e sobrinho, tentei fazer a mesma velejada mas o vento estava mais fraco e minha irmã não ficou muito bem então fiz a volta antes da ilha e rumamos para Bombinhas novamente




Aqui o Betinho tentando se achar nos remos.


Em Bombinhas encontramos o Everest, com o Moacir e a Cida.

Ai estão as fotos de 2 Samoas "made in eu mesmo" a contra bordo num paraíso chamado Bombinhas. Notem a stand-up que o Moacir fez, construtor de barco não tem muita parada. 

Esperei muito por esse dia desde o dia 17 de Julho de 2009, quando começei a fazer o picadeiro da construção. São momentos como esses que fizeram valer a pena todo o sacrifício da construção.



Everest a todo pano


E a noite no Caixa d´aço em porto Belo, tentar usar um telefone para tudo dá nisso.


Num dos  Domingos fomos a 4 Ilhas e ao fim da tarde chegou um PUTA TEMPESTADE, daquelas tipo arrasa quarteirão. Zarpamos rapidamente com as velas abertas, quando vi o tamanho das nuvens baixei e amarrei beeem forte. Ficamos atrás do morro navegando em círculos até passar a ventania. Confesso que "vi a viola em cacos" como dizia minha avó, quando a nuvem preta passou por cima, vindo de oeste. Ela tinha uns 3 anos luz de largura aproximadamente. Posteriormente soube que foi arrancando arvores até São Paulo. Quando o vento descia a montanha o barco adernada muito, é impressionante a força que tem o vento mesmo sem as velas. São momentos como esses que te fazem pensar "O que estou fazendo aqui?"




Aqui umas fotos do Everest




E aqui um filminho, passado a ventania sobrou a chuva.








Domingo pela manhã fomos a Camboriú, claro que no motor, pois vento que é bom, ou nao tem ou é contra. A Leandra foi à proa com o Marco e eu vigiando lá de trás. Muito bom ver descontração do Marco junto à mãe, o cara só está passeando onde a preocupação única é brincar. Novamente, são momentos como esses que fizeram valer a pena todo o sacrificio.

Chegando à praia, essa vista so tem que vem de barco. O objetivo era testar a ancoragem proximo a barra norte em uma baia bem pequena, até que dá para ficar lá, mas tem que ficar muito pra dentro e se vc der corrente para girar já era, vai bater em algo.

Essas fotos foram batidas do Everest pela Cida.




Devido a insegurança da ancoragem acabamo por ir a Camboriú para ver os fogos de carro e passadas as festas de Natal e Ano novo fomos a uma praia bem perto de Porto Belo, passando o Caixa d´aço chamada Estaleiro com um monte de lanchas, não tenho nada contra proprietários de lanchas, mas notei que muitos deles não respeitam muito os banhistas, nadadores, velejadores e até mesmo outras lanchas. Cada um cada um né?



Tivemos e muitos outros lugares mas não dá pra ficar batendo foto de tudo, uma hora enche o saco então vai caindo no esquecimento mas é importante registrar. Retornamos pra casa de carro e o barco ficou por lá, agora vamos somente nos fins de semana até o carnaval quando o Furioso retorna pra poita

Uma vez em bombinhas havia ancorado bem longe da praia devido ao nr de lanchas lá no canto, impressionante! Dei ré e forcei um pouco para fazer unhar bem a âncora, já que iriamos desembarcar. No fim da tarde chegou um baita chuva, não sei se mais forte que a anterior mas agora não havia uma montanha na frente para nos defender, estava de oeste e de cara e atras as pedras da Sepultura.

Chegou forte, fui la proa e larguei toda a corrente, 50m, até chegar no batente, travei e,,,,,,,, rezei.

E o vento aumentava, aumentava não confiei muito na ancoragem e liguei o gps de mão ativando a função de arrasto de ancora para 40m, já com a corrente esticada marquei posição.

Até que estava confiante, ledo engano, pois não é que goste de chuva e tempestade, mas não me importo,,,,, quando não ha risco, mas desta vez havia e muito risco.

Quando a chuva ficou na horizontal e TODAS as lanchas ao meu redor e a PRAIA desapareceram atrás da água, bateu o fod...-se, estava ligando o motor quando disparou o alarme de arrasto do gps portátil, a Leandra me trouxe e vi que havíamos deslocado 63m do ponto marcado, olhei pra tras e notei a mancha escura, eram as pedras pedras na Sepultura estavam mais perto do que deveriam e o vento aumentando e uivando, tudo batia no barco.

Liguei o motor e acelerei a 3000 rpm (3200 é o máximo) para tentar compensar a força do vento. Quando baixou a intensidade deslocamos um pouco a vante e afrouxou a corrente mas em seguida entrou outra rajada fortíssima que soltou parte do dog house. Como o barco não fica EXATAMENTE de frente com o vento, impossível fazer isso, ele pegou o lado esquerdo do barco fazendo uma quinada lazarenta de forte para a direita puxando toda a corrente e eu tentando corrigir o rumo. 

Já tinham me dito para ir para o meio da baia e aproar para o vento que tudo estava resolvido, ok, teorias a parte quero ver NA REAL quem já fez isso e conseguindo ficar de frente, deve haver uma técnica, então por favor me conte como se faz porque é difícil, vento a zilhão de frente se pega na na lateral do barco, tô pra ver alguém corrigir o rumo. Lembrando, não é ventinho de 20 nós, é muito, muito mais que isso.

Passado o ventão e o desespero (meu) de algumas pessoas nas lanchas (dava pra ouvir a choradeira), os lancheiros se arrumaram foram embora. Nisso aparece o Marco na escada e eu disse: "Filhão, você viu a tempestade?" e ele: "Não pai, não vi, não tenho medo de chuva". Glup....

Tá aqui o que deu pra filmar




Após a tempestade passa um barco de pesca enorme por nós e o cara diz pra eu ficar na poita dele porque ele estava saindo pescar, hohohohoh fui lá,,, show de bola ia dormir tranquilo,,,,, mas não dormi, o barco insistia em ficar e lado para as ondas então balançou pra burro a noite toda, além do que parou o vento e esquentou dai o bicho pegou, mas se não fizesse isso ia ficar preocupado com a ancoragem e não ia dormir do mesmo jeito hahahahaha.

Dia seguinte retornando de Bombinhas com vento sul, saímos fazendo um través em direção a alto mar e as vezes orçando o quanto dava para nordeste fazendo quase popa. Vixi!, nem vou tentar explicar para os leigos que acho que vou complicar mais ainda.
Então, quando fiquei com Porto Belo num visual reto, dei meia volta e vim direto com um través excelente, demorei, mas foi muito legal, devia ter feito isso todos os dias. Afinal fomos pra la pra pegar a mão em mar aberto.

Fizemos poucas velejadas por causa do vento e minha pouca prática além do que o Marco precisava pôr os pés em terra firme todos os dias ou passear de botinho, mas deu pra experimentar o mar aberto, chuva forte, ventania forte etc. 

Por hora essas foram as aventuras das férias de verão, ainda tem mais, alem do retorno à poita em Antonina.

Hoje estou em casa,,, 27 graus lá fora, 30 aqui dentro, ceu azul e a esposa doente,,,,,, putzzz 
Vou arranjar o que fazer,,,,, lavar louça por exemplo ou fazer pão pro cafezinho da tarde rsrs

Fui,

T+

JD