quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Mar em furia - Pior que a anterior

Salve,

No domingo 11 e 12, adivinha aonde fomos? Ilha do Teixeiraaaaa,,, of course my friend. Ainda não passei de lá,,,,, por hora.

Para quem não sabe onde fica, ai vai o mapa do google earth de toda a baia de paranagua

E aqui o local onde passamos a noite todas as vezes que vamos velejar/arrumar/consertar/nadar com o barco. Siga a linha vermelha que vai chegar na ilha. É isso.


Como estou sem a vela mestra, descemos para dia de faxina e que faxina. Ainda não estou satisfeito como meu salão de jogos, o paiol, onde se joga tudo. Tem um cheiro assim não muito bom, acho que o holding ainda deve ter um furinho e/ou o tanque de diesel também ai fica um ar pesado. Na próxima faxina tiro tudo e passo resina em tudo que é lugar dessas caixas.

Aproveitando que (ainda) estou entusiasmado, comecei a limpar o casco, com todo esse meu folego de 15 segundos, mergulhava e passa a bucha no leme e imediações pois estava no estofo. Claro que pedi arrego para o Luciano que trabalha na marina e estava por perto. Caracas meu! O cara tem 3 pulmões eu dava 3 mergulhos e o cara ainda la embaixo limpando a quilha até achei que tinha se afogado. 

Tem 2 meses que o barco está na água, descemos quase todos os fins de semana e pegamos SOMENTE 2 dias inteiros de sol e outro pela metade. Vento sempre contra, ai tem que sair no motor, na volta vento de popa e somente 1 unica vez consegui abrir asa de pombo e voltamos a mais de 6 nós, nublado, chovendo, frio, mas nem tudo é ruim, por enquanto não tem butuca, pórvinha e pernilongo. Eles só aparecem em novembro quando fica impossível pernoitar em qualquer ilha e faltam 2 semanas e é óbvio que vou sumir do mapa também.

Agora como convés e casco +/- limpo dá pra ficar uns dias sem aparecer lá e esperar os animais voadores chupadores de sangue irem embora.

Voltamos domingo no final da tarde com um puta vento, 5 tentativas de pegar a poita e novamente a o barco derivava a Leandra ja está profissional no leme e acelerador fomos assim até que o apoio chegou, o cabo estava enroscado lá embaixo e sozinho não ia conseguir puxar nunca. Assim foi o nosso fds, mais um capitulo da fase 2 do projeto.

Aí, como nem tudo são pedras, no domingo dia 13 fui "ajudar" o Moacir do veleiro Everest-r, irmão gêmeo do Furioso, a levar o barco de Porto Belo a Florianópolis, fomos ele a esposa (Cida) e eu. A Cida é marinheira de longa data, já está profissional na área e o Moacir também, o único iniciante era eu.

Saímos as 10:30h da manha, nublado, neblina, vento suuuuulll e mar mexido mas o windguru, marinha, etc indicavam mar bom. Quando passamos o caixa d´aço o vento aumentou e as onda também. Como não tínhamos windmeter só sei dizer que o vento estava de moderado pra forte na minha concepção. Conseguimos abrir as velas logo em seguida à entrada em mar aberto, fomos, fomos fomos e demos o bordo, ai vai , vai vai e como estava com o meu inseparável gps 60CSX vi que velejamos mais de 1h e quando demos o bordo avançamos  uns poucos metros e o destino era longe, então baixamos as velas e táca lhe pau Moacir, 3000rpm e linha reta para Fpolis, chega de brincar porque o vento aumentara e as ondas também segue ai umas fotos.


Tá la o amarelinho.


Aqui um close do doghouse, tem gente que não gostou mas te digo que se não fosse essa obra de arte feita pelo Moacir nós estaríamos em serios apuros, irão ver na filmagem.

Ai o comandante e esposa na saida de Porto Belo.


E assim foi durante a tarde, o tempo cada vez mais fechado.

Aqui tem 3 curtas filmagens que consegui fazer, me segurava na retranca e ficava em pé para avisar o Moacir dos "buracos" para cortar o motor.

As 14h
http://youtu.be/vI3z-mEniJc

As 16h
http://youtu.be/4yc1p8oBb-U

As 18h
http://youtu.be/ErIdw4aoLWE



Chegando em fpolis em torno das 18h e o windguru dizendo que estava tudo calmo (?)

Aproximação da ponte e procurando uma boia,,,,, que booooia ? Tem nada lá.


Aqui a camera/radio/gps/maq fotografica/gravador/porta retrato e as vezes telefone, quando funciona, ja estava fora de setup, sei lá o que houve nao conseguia focar.


Essa foto foi batida perto das 20h e juro que o meu flash nao é tao potente, acho que foi um raio nesse momento.


Chegamos são e salvos e molhados ao veleiro da ilha, tudo certo na travessia. O comandante é bom pacas...

Dia seguinte o Vinicius, sobrinho do Moacir assumiu o trabalho e começou a limpeza do casco com uma mega, ultra power wap que arrancava até pensamento do casco, ai descobrimos 2 coisas.

As tomadas de casco em aço inox haviam desaparecido, nao que o veleiro seja veloz achamos que foi o aterramento nos registros somado a alguma fuga de energia mais a conjuntura de saturno com a vida sexual do sapo em sagitário que deu esse passe de magica.  Realmente não sabemos o que houve. Sumiu somente a tampa externa das tomadas, todas as 5 e comeu um pouco da quilha. Fica ai o registro: por mais bem instalado que esteja seu barco TIRE da agua de tempos em tempos para ver ao vivo e a cores qual a situação e desarmar bomba relógio.


E a 2a. coisa que constatamos. O Moacir estava me mostrando onde a corrente havia ficado presa uma vez que eles tentou zarpar, falou do rolete, pino do rolete do rolete e me lembrei que normalmente não dá pra ver o rolete porque a âncora fica presa nele e tampa a visão então,,,,, Ohh Moacir, tem algo errado......... ... Moacir,,, cadê a âncora???

Putz, pegamos tanta pauleira que ela pulou fora hahahaha



Essa foi a minha 1a. travessia, mar aberto, mar grande (pelo menos pra mim), chuva e frio. Quando me senti enjoado tomava uma coca cola, claro que com todo o balanço eram 30 minutos para abrir a garrafa, segurar o copo colocar a coca e tampar de novo, um evento fazer isso hehehehe.
Apesar de todos os pulos do barco a Cida desceu, fez almoço e serviu como se estivesse em terra firme, sabe tudo. Valeu Cida e Moacir, obrigado pela aventura pena eu não poder ficar para finalizar o trabalho com vocês.

É isso,

T+

JD

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Mar em Fúria

Buenas,

Então, domingo dia 4/10 voltamos ao meu local preferido (e único) até aonde sei com chegar com segurança, a ilha do Teixeira e dando mais uma voltinha na baia de pgua. 

Bati o recorde de distancia do meu porto seguro, a poita. Se bem que não está tão segura assim porque o Furioso está bem no meio do canal e já foi atropelado por lá, sorte que o casco tem 20mm de madeira com duas camadas de tecido 800x225 de ambos os lados mas a minha extraordinaria pintura......
Já falei da pintura? Não? Esquece.....

Então, voltando à nossa "travessia" de 5mn. O tempo não indicava lá grande coisa mas queria e preciso dar umas velejada pra pegar a mão.
Como de costume (e necessidade) saímos da poita a motor até passar o porto de Antonina, ai temos mais espaço, mas, sempre tem um mas, havia uma draga que ficava indo e vindo pelo canal e me atrapalhando nos bordos. Como o vento estava forte (para mim) e o mar agitado a coisa enfeiou dentro do barco. A Leandra não conseguia ficar la dentro, enjoava e o Marco estava caindo de sono, ele foi para o camarote de popa e dormiu 3h seguidas. 

Essa velejada foi menos estressante que as outras, mas foi, eu e a Le ainda nao estamos sincronizados, um fala A e outro entende 5, tipo assim, ai fecha o tempo. Em 2 bordos que demos o vento estava tão forte (pra mim) que o barco virava e virava de novo ai a genoa ficava do lado errado hahahaha, que m...., uma hora tive que ligar o motor pra consertar o rumo, coisa de video cassetada no mundo náutico. O pessoal da draga devia estar se partindo de rir das nossas "manobras".

Vai ai um videozinho pra ver como estava o mar e o vento. Mar em Furia com o Furioso e como o nome do barco é o que é, ele estava em casa rsrs.

A noite ancoramos na ilha do Teixeira, NA RETA DO TRAPICHE, com uma boa distancia da margem. Tudo ia bem até umas horas da noite quando entrou um puuuuta vento,  um ciclone, mexeu tudo, assobiou no mastro e mexeu no barco todo por um curto tempo, ai foi embora, passou,,,, o vento, porque o meu coração disparou, pensei em voltar, mas como pegar a poita com um ciclone daqueles e já o vento tinha acalmado resolvemos ficar e soltei mais corrente. Lá pelas tantas chamei meu amigo Renato no huatizapi e ele disse pra soltar mais corrente. Como tenho 50m, la se foram uns bons metros a mais. Ainda tenho que marcá-la para saber quanto foi.
Beleza, fomos dormir  em barco se dorme cedo pois dá uma lezeeeera daquelas mas acordava de hora em hora pra ver se a luzinha da casa em frente ainda estava ao lado do barco e como ele ficava rolando na ancora o alarme de arrasto do gps ficou rouco de tanto apitar mas consegui dormir.

Pela manha, estava dormindo na proa, ficava olhando um galho seco numa arvore, 30s e nada do barco mexer, 10 minutos e o galho na minha reta, desconfiei dessa parada fui ver a profundidade e descobri que estava encalhado hahahaha
Havia lançado tanta corrente que cheguei muito perto da margem e la fiquei, sorte que era maré baixa e mais 1h ia encher, ufa,,, dessa escapei mas aprendi.

E como a cada descida sempre tem o que fazer dentro do barco, desta vez forrei o compartimento do motor, ajudou bastante na redução do barulho.


Troquei aquele matajunta de plastico dos armaários por uma de madeira, ficou beeem melhor.


E coloquei também o matajunta do teto do armário com a lateral da cabine


E aqui o matajunta no armário do camarote de popa.


 Esse aqui ERA o Closet, viu ohhh Jadir Galera, não é mais,,, agora é um paneleiro e embaixo das aguas o sapateiro. Fizemos assim porque roupa nao será um item de grande quantidade

Aqui uma amostra do "mar revolto" hahaha, claro que não era la essas coisas mas para mim, um iniciante na vela é novidade.


Ao fim da tarde fomos para além das ilhas Jerere ajudados com o forte vento que havia, nao sei a velocidade pois ainda estou sem windmeter e na volta a força do vento permanecia então abri as velas em asa de pombo, isto é, uma para cada lado. Coloquei o pau de spinnaker e quase cai do barco umas 3 vezes. Vento de popa é um saco, poque nao ha vento aparente, nao ha barulho e parece que vc nao esta se deslocando então fica aquele marasmo.

só parece, porque estávamos no estofo, isto é, maré parada e com o ventão chegamos a picos de 6,8nos de velocidade. Silencio, nada fora do lugar, sem bater nas ondas, só surfando. ohh coisa boa.


E já que a Leanda tirou o arrais, esta ai, a comandante rumando pra casa. 


E num descuido, uma piscada, o barco virou e demos um jaibe a velocidade da luz, so escutei a Le gritando e a retranca passou acima da minha cabeça indo dar um tranco "felomenal" no outro bordo. Minha sorte é que como o barco é superdimensionado o traveller nao podia ser diferente. Se a retranca me pega, iam enterrar somente o corpo, a cabeça ia virar comida de peixe.

Para evitar outra m... dessa, no domingo dia 5 tirei a vela mestra e enviei para a Piccolo ajustar o tamanho da valuma, pra quem não sabe o que é a valuma imagine um triangulo. A valuma é a hipotenusa, a testa (parte que fica junto ao mastro) e a esteira (na horizontal junto a retranca) sao os catetos,,, lembra la da 8a. serie? Hipotenusa é igual a raiz quadrada da soma do quadrado dos catetos? Bom,,,,, deixa pra la, faz tempo né? Pra mim faz hahahahah

Nunca voltei tao rápido ao Clube quando neste domingo, dando uma surfadinha de vez em quando foi bem divertido, a encrenca foi pegar a boia da poita com um puta vento na cara, mas deu certo na 3a. tentativa, vivendo e aprendendo.

Esse fds devemos descer de novo, mas como a Le está de plantão, adivinha até onde vamos?

T+

JD




terça-feira, 16 de setembro de 2014

Pedrinho a bordo


Domingo, dia 13 a tarde, até que enfim um fds com SOL e razoavelmente quente. Desta vez vieram minha filha, neto e genro. Ainda bem que durante o embarque não tivemos nenhum acidente, imagine meu nenezinho indo pra água, não quero nem pensar....

Pela quantidade de bagagem que trouxeram era pra uma travessia, trouxeram de tudo, MENOS leite suficiente para o Pedrinho, eita nóis!



Uma vez, vi num cartaz uma imagem de uma baleia e abaixo dizendo "Desculpe filho,,,, matamos todas" aquilo me marcou até hoje e gostaria de nunca ter que dizer isso a eles. Logo estaremos ajudando de alguma forma.

Assim que chegamos próximo à ilha abri as velas, ventinho bom, como sempre contra e fazer zigue zague em canal, cuidando de pedras, baixio, pescadores etc é o bicho. Claro que as panelas, pratos etc vieram ao chão novamente. Meu genro disse que adorou velejar pois nunca tinha feito isso e até hoje ninguém passou mal a bordo,,,,, até  hoje.

Olha o tamanho do sujeito. Vô coruja? Nãããão nem pensar, só que dá uma vontade enorme de apertar, morder e beijar hehehe. Meu problema imediato é que nao consigo me desligar do barco, maré, profundidade, vento, barco de pescador, lanchas, radio, criança andando no convés etc e não dou a devida atenção aos meus. Desculpa ai gente, estou me acostumando e aprendendo, uma hora dá certo e pego a mão.

Manhã de Domingo, dia 14, amanheceu nublado e foi até as 9h assim, ai já pulamos na água, friaaa pacas, mas logo acostumava. Como estava em vazante, havia uma correnteza bem forte e o Marco disse que sabia nadar, coisa e tal. Devidamente equipado pulou na agua foooooi com a correnteza hahahaha, so ví os olhos esbugalhados. Após algumas instruções pegou confiança e tentou voltar nadando ao barco, chegar,,, chegou, mas também nao fez mais nada, pois havia acabado as forças hahahaha.

Dá ou não dá vontade de apertar?


Como criança não pára, saímos no botinho para entreter o Marco, fomos remando na lateral, eu e a Le, até que deu certo a sincronia e fomos mais ou menos reto.


Se o tempo estiver frio, eu até entro em buracos, mas se esquentar a claustrofobia bate valendo e dormir em 3 no camarote de popa é muito apertado, bastou dar uma esquentadinha e o bicho pegou pra mim. Sem chance de eu dormir lá. Peguei minhas coisas e fui para o cockpit, ali sim friozinho fora, quentinho nas cobertas. Por sorte essa época não tem pórvinha nem butuca.




Eu havia combinado com o Renato, do Veleiro Relax, um skipper 30, passar o fds na ilha do Teixeira, único lugar que POR ENQUANTO eu sei chegar e ancorar e no domingo, 14, estávamos aguardando a chegada dele. Passaram 2 veleiros pela manha e em determinada altura viravam em direção à baia. Fiquei olhando, olhando e la pelas tantas avistei algo beeem maior em nossa direção e veio, em linha reta, pensei: não  é um skipper 30 a coisa é grande ,,,,, e olha com o que ele apareceu. Caracas!! Era o Catamarã Bravo, da família Portela, eles deram a volta ao mundo nesse barco, foram 3 anos de aventuras. Me controlei para não ser inconveniente, mas gente,,,, eu tinha e tenho un zilhão de perguntas. Minha sorte que o pessoal é muito gente boa,,,, coisa de velejador hehehehe.

Olha só o tamanho do meu singelo Samoa 28 pés ao lado de um catamarã 44.

E o espaço no convés......

O Renato fez um churrasco a bordo muito bom, quero ver eu retribuir,,,, ixi, vai ser dificil.
Ficamos até a tarde voltamos só com a Genoa aberto, ainda assim a 4 nós de velocidade, muito bom pra vento de popa e uma vela.

Essa semana não vamos prá lá, estou esperando o contato do Moacir pra levar o Everest para Fpolis, e eu ME convidei hahahaha.

Abraços a todos

T+

JD




quinta-feira, 11 de setembro de 2014

3a. e 4a. velejadas

Opa,

Fiquei um tempo sem escrever porque as tarefas de acabamento não diminuem nunca, mas estão acabando,,,,,,,, acabando comigo ,caracas!

No "domingo" dia 16/08 descemos com nossos amigos e vizinhos, o tempo pra variar não colaborou muito, tanto em temperatura como no sol e vento. Como ainda estou pegando a mão do barco e trajetos, só fomos (e ainda vou) até a ilha do Teixeira distante 5 milhas para velejar do outro lado dela numa baia bem maior e como manda a Lei de Murphy eu só consigo sair na maré contra e vento contra, ninguém merece. E na hora de pegar a poita, vento forte de um lado e mare para o outro, alem de estar escuro, isso sim nenhum iniciante merece.

A navegada até o porto de Antonina, é feita a motor, uns 40minutos +/- só depois dá pra abrir as velas mas não é la essas coisas, canal estreito e muitos baixios e pedras.

Olha só o tamanho da bagagem, chega tudo isso e sai outro tanto, o barco ainda está uma zona tremenda.


Dia seguinte chegaram os amigos, ai ficamos com a lotação completa de 7 pessoas: 3 crianças e 4 adultos.
Aqui a Nadine e a Leandra 

Olha só como estava o mar. Mais calmo que isso nem água de poço e eu tentando velejar. O pessoal dos outros barcos que passamos a noite juntos estava tirando sarro dizendo que eu tinha muita fé que aquela brisa ia fazer alguma coisa hahaha



Já que não tinha nada pra fazer e com 3 crianças a bordo o jeito foi dar uma volta no botinho, claro que com o Mauricio remando.


Tai o trio parada dura


Ó só o tamanho do Mauricio dentro do botinho, só teve lugar para os peixes, o cara é esforçado hahahaha



E na volta, com vento de popa, armei a asa de pombo mas é uma coisa que não dá muito certo por aqui, pois sempre é fim de tarde e estamos um tanto longe do clube, então,,, "taca lhe pau marco" 3000 giros no motor voltamos voaaando baixo (?)

Já desmontando a asa



E guardando


E no outro domingo, feriado de 7 de setembro, fomos só nós, ainda na poita essa é a visão do clube a noite. E como dormir em barco dá um sono desgraçado de forte e cedo, cobrimos as gaiutas e vupt pra dentro. Lembrando que aqui ainda é inverno e dentro do barco com 5mm de abertura nas gaiutas dormimos com cobertor, ohhh delicia!


De volta à ilha do Teixeira, único lugar que sei chegar e ancorar fui dar uma volta com o Marco, limpar o casco até onde dava e bater umas fotos de alguns ângulos que ainda não tinha.

 Eu estava bem de frente mas a correnteza é forte e até essa nháca de telefone até carregar o app da câmera , ja era.


No Pier havia um pescador desembarcando uns peixes e fomos ver o que ele tinha, ja que para o Marco tudo é novidadea arraia pequena mas ele estava com medo dela e dos cachorros que la estavam. Começou só olhando e de longe, depois pegou confiança e pôs o dedo,,, eita;


ai, como não tinha nada pra fazer (isso a gente acostuma numa rapidez tremenda) não resisti e subi no mastro. Tenho instalado uma escada nele o que facilita muito além de ser muito mais seguro. Estão ai as fotos que faltavam de um Samoa 28,,, as de cima.


Modéstia ás favas,,,,,,, ficou lindão né? E quando algum profissional pintar decentemente vai ficar maravilhoso hahahaha


É nóis e o pequeno buda lá no trono enchendo a minha paciência que queria ir no botinho com o veleiro em movimento,,,,, um dia ele vai entender porque não dá.


Foi isso por esses dias, 2 velejadas boas, sendo que a do domingo dia 8/8 tivemos sol e vento fraco o que para mim está de bom tamanho pois já é difícil controlar o barco assim imagine com vento forte. Quando o barco adernou todas as panelas foram ao chao,,, de novo, nada fica no lugar poque ainda estamos estudando o comportamento do barco para ver o que tem que ter redinha ou tampa, aos poucos vamos arrumando e como diz o Cabinho, isso leva  mais de ano.

Por hora é só, um pouco mais de experiência e vivência a bordo nesses dias. Até a ilha do Teixeira já chegamos, agora o "desafio" é ir até Pgua, Ilha do mel e Guaraqueçaba. Parece ridículo para os experientes, para os experientes, já pra mim....

Acho que semana que vem o Moacir, do Everest, vai levar o barco de Porto Belo a Fpolis e eu ME convidei hahahaha Vamos ver quanto tempo meu labirinto dura em mar aberto.

Bons ventos aos velejadores e "táca lhe pau" aos construtores,

T+

JD

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

2a.Velejada e solo...

Salve, por aqui tudo na santa paz, então....

No "domingo", dia 20, fui continuar os ajustes e acabamentos no barco, a gente pensa que termina né, mas só começa a 2a leva de trabalho, isto é, a fase dos ajustes, mudanças e adaptações. tais como arrumar o leme, estava pesado pacas então desmontei a parte de cima e dá lhe lixa, até que melhorou mas não resolveu, terei que tirar o leme todo.

Tai a ponta do eixo do leme e ao lado direito as peças



Como a "listinha" está grande toquei o serrrrviço mas lá pelas 13h entrou um ventinho bããão barbaridade, larguei tudo e zarpei.

Se alguém tivesse filmado poderia até fazer parte de algum curso de vela para iniciantes, na lição "NUNCA FAÇA ISSO"

Mas eu tive a intenção de fazer tudo certo, se bem que o inferno esta cheio de boas intenções. Memorizei o check list, revi, etc etc etc, mas não adiantou, esqueci da metade e foi uma correia só no convés, mas fui, deu certo só não deveria ter tentado velejar no canal me arrisquei demais já que ia muito perto das pedras, risco idiota e desnecessário. Penso que os mapas de gps e cartas nauticas são para navios e barcos grandes, não para os pequenos, na ilha do teixeira tem uma baita pedra que nao aparece em mapa nenhum. Fica ai a dica pra não fazer m....


Num dos bordos cheguei a 7 nós mas até preparar a camera, ja era.... tem a foto ai de baixo hehehehe










Fiquei zanzando na baia pegando todos os bordos até tarde e o retorno foi assim digamos,,, +/- bom, mare vazante e vento de popa nao ajudaram muito além do que o sol estava em queda livre e nao queria chegar a noite no clube, ai sim seria o caos.

Caos não foi, mas quase. Na volta o vento aumentou, de popa, e as ondas também, de popa e mare vazante de proa, pra mim elas eram enormes, pra quem sabe velejar podia ser pequena, mas quem tem,,, tem medo né só deixei a mestra e pau na maquina, 3000 giros passando e sendo passado por ondas, a m,.. é que na descida da onda o barco vira e vc tem que corrigir de 5 em 5 segundos senão sei la o que pode acontecer, se bem que imagino. Como disse, pra quem sabe, poderia ser um mar pequeno, mas pra mim foi o maior que peguei então....

Ai cheguei no clube ainda com sol, e o vento havia diminuido mas ainda estava la pra me lembrar de não fazer isso de novo. Fiz 5 tentativas de pegar a poita, mas quando ia à proa o barco derivava e dá lhe manobra pra não ir pra cima dos outros barcos. Desisti da poita e pensei em lançar ancora, mas tive que ir laaaa na proa que fica a uns 3 anos luz da cana de leme numa situção dessas e o barco deriva de novo, dei corrente (tenho 50 metros) mas fiquei longe da poita e perto dos barcos,,,, nova manobra, acelera recolhe ancora, sai de perto dos barcos, volta pro canal, dá um 180 e aponta pra boia de novo agora com a ancora em posição de ser baixada, ai ficou mais facil ja que tenho controle dela na popa e proa,,, nesse meio tempo o cara do clube vendo meu desespero, foi lá me socorrer hehehehe Ufa, são salvo. Arrisquei sem necessidade, sorte de principiante, idiotice de principiante.

É isso, para uma 1a. (e ultima) veleja solo fiz o que queria, vento fraco, barco andando bem, refazendo as manobras que aprendi nas 2 instruções que tive, show de bola.

Fim de semana vamos dormir na Ilha do Teixeira, conto na volta.

T+

JD