terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Verão 2015 / 2016

O Ano é 2015........

Então,,, já disse que a atualização do Diário de Bordo seria mais lenta mas por conta desse clima desgraçado está devagar quase parando por isso coloquei varias postagens numa só.

O problema é que o tal do El Niño já encheu a paciência, vejo o pessoal do RJ postando fotos com céu azul e fico inconformado, se bem que após 15 de Janeiro a coisa melhorou mas não resolveu.

O céu dos últimos MESES de 2015 foi cinza, cinza claro, cinza escuro e/ou nuvens negras chegando a uma velocidade absurda espalhando o caos, terror e insegurança, não só para quem veleja para o povo do oeste do PR, SC e RS também foi bem complicado.

Quando começamos a velejar, não passávamos a ilha do Teixeira (5 milhas), por medo, agora está difícil passar da ilha das cobras (15 milhas) não mais por medo, mas pelo clima, chuva, temporal, maré, borrachudos, pórvinhas, etc e sem vento bate o desânimo.

Realmente o ano de 2015 não foi um bom ano para aprendizagem. Claro que tem aqueles que dirão, "mar calmo não faz marinheiro bom", mas estou aprendendo dentro daquilo que julgo seguro, além do que já tive minha parcela e mar ruim e aprendi bastante...... aprendi que não deveria estar lá.

Mas nem tudo foi ruim, dia 2 de Dezembro, fomos para a ilha da Cobras, de novo, pra fazer nada e no dia 19 novamente, de novo, again mas desta vez por uma boa razão. Meu amigo Maurício, comprou um MJ 33 e já de cara queira ir a SC passar as férias (?). Agora imagina,,,,, pegar um barco sem conhecê-lo e ja sair por ai, hummmm é fria né?

Tai o comandante Maurício


Nesse dia tivemos a melhor velejada desde que coloquei o barco na água, foram horas de vento de través (sul) e fui em linha reta até a Ilha do Mel, passando pelo porto e Paranaguá rapidinho, em tempos "normais" precisaria dar uns 10 bordos ou mais, (o tal de vira pra ca,,, vira pra la). Chegamos juntos na Ilha e durante a ancoragem estava um baita vento, aquele de SUL portanto na cara e por azar a genoa do MJ abriu um pouco, mas foi suficiente para empurrar o barco para as pedras arrastando a âncora de 20kg. Quando me dei conta situação, comecei a berrar pra ele ligar o motor e sair de lá mas o cara estava brigando com a vela e não escutava e nem via o perigo, baixei o botinho e fui ajudar, quando cheguei perto berrei meeesmo, ai ouviu e foi manobrar.


E aqui o Furioso com a ultima foto da defensa que se foi


Após ancorar novamente fui a bordo para tentar ajudar com a vela. Parecia que eu estava num cavalo de rodeio, eu tentava segurar pelo punho da vela e subia junto nas rajadas, após um tempo o braço já perdia a força e quando conseguimos enrolar alguma coisa vi o melê que os outros cabos fizeram impedindo o completo enrolamento para a trava, isto é, uma baderna.

Soltei aponta da amarra do enrolador da genoa e fiz uma emenda travando num cunho, pronto acabou a briga. Resultado,,, perdeu a vela, rascou um monte, sorte que havia outra de reserva, e novinha.

Esse e outros episódios serviram para ver que todos precisamos de mais tempo e experiência, ai o cara desistiu de sair da baia ficou por la as férias toda, acho que se divertiu mais kkkkk.


FESTA DE FIM DE ANO

O fim de ano foi bem divertido, fomos para GUARAQUEÇABA outro extremo da baia de Paranaguá em meio a chuvisco, sol, vento, calmaria etc,,,, coisas do El Niño. Estavam na flotilha o Furioso, Teimoso e o Relax, segundo a Leandra é a flotilha TEMPERAMENTO

Guaraqueçaba é bem tranquilo para ancorar e dormir, cidade calma, silenciosa e bem acolhedora, pena que não tem praia, para o Marco faz falta.

Fizemos churrasco sob chuva (novidade né?) e esperamos o "show" de fogos,,,, e não é que teve!
Totalmente inesperado e muito bonito, ok não foi como do Rio, mas foi nota 10 e como os fogos estavam direcionados para o lado do mar, isto é quase em cima de NÓS, vimos os fotos beeeem e perto.


Esse é Teimoso, um MJ 33 do Mauricio e Vera


Já em Guaraqueçaba, esperando os fogos


E claro,,,, dia 1 de Janeiro, chuva, garoa e tudo cinza



 Esse é o Relax do Renato e Caci, um Skipper 30


E aqui,,, é nóis

O Renato tem até uniforme para o churrasco kkkk



 E aqui a cidade de Guaraqueçaba, durante os fogos

Por fim, voltamos no motor,,,,, de novo.




E chegou 2016....

Estávamos preparando as férias de fim de ano há tempos mas por conta do clima fomos desanimando em ir a Paraty com nosso barco. Soube que um veleiro ia subir na mesma data e pedi um apoio. Vixi,,, antes tivesse ficado quieto, o cara até tinha razão em recusar mas há modos e modos de dizer NÃO. Bom,,,, falta de tato à parte acabamos desistindo da empreitada por divesos motivos, entre eles o medo de ir sozinho.
Acabamos indo para o lugar mais improvavel de clima bom,,, Rio Grande do Sul, e olha o céu como estava por toooooda a semana. Gente,,, como é lindo céu azul, ja havia me esquecido disso.



Na 2a. semana fomos para Balneário Camboriu - SC, como mesmo céu.  Uhuuu,,, 2 semanas assim, todo mundo merece kkkk

E nesse meio tempo o Reges, ex-delta 26, e sem barco estava procurando algo para comprar. Vira mexe e rola achou um Fast 395 no Rio de Janeiro e me escalei para ajudar a trazer, isto é,,, nos escalamos, Eu Leandra, Marco, Rosana (esposa o Reges) e o Rodrigo, amigo ele.

Chegamos na 3a. feira dia 19 de Janeiro, havia um sol pra cada, mais de 35 graus fácil. Como o Reges havia ido no domingo a noite, motor e casco já estavam revisados e continuamos com as arrumações e preparativos. Com o tempo acabando só demos uma voltinha para entrega técnica. Barco abastecido de comida, bebida, combustível e acabamos saindo na 4f as 6 da tarde.


E aqui o Pasárgadas indo pra agua




E o Marco animado como sempre.


Por do Sol saindo do Rio de Janeiro


Em 24h de navegada chegamos em Ilha Bela. Mar calmo, pouco vento, noite maravilhosa mas só motorando. Chamamos o Iate Clube de Ilha Bela pelo rádio e prontamente fomos autorizados a pegar uma poita para passamos a noite, abastecemos os 3 tanques de diesel pela manhã e seguimos viagem.

E o por o sol na chegada em Ilha Bela


Manha seguinte preparando o Zarpe






Todo mundo animado para a próxima e maior perna Ilha Bela > Paranaguá 


Velas ao vento

Tai o Comandante Reges


Dados da viagem Rio - Ilha Bela


Saimos perto das 9 horas rumo a Paranaguá, outra navegada excelente, mar calmo, pouco vento noite maravilhosa até queeeee as 7 horas e 7 minutos da manhã o motor parou. Caaaaara, dei um pulo da cama e ouvi o Rodrigo dizendo, "não sei o que houve,,, apagou", isso a 79 milhas de Paranagua.

Bom, resumo da ópera:
Revisamos QUASE tudo no barco, foi trocado todos os filtros, oleo, agua, etc maaaas NÃO LIMPAMOS O TANQUE DE DIESEL, o maior. Pronto, como diz o programa da Discorery "O desastre perfeito". Muita coisa pra fazer, pouco tempo, falta de conhecimento etc.
Por sorte o Fast tem 2 tanques reserva no paiol externo de 45 litros cada integrados ao tanque principal e isso foi o que nos salvou.
Pegamos a mangueira de abastecimento de água potável e fizemos uma alimentação direta isolando o raccor (filtro), como o Reges tem experiencia PRÁTICA nesse tipo de operação, ajudou muito. Motor funcionando notei que em 30 minutos havia ido meio tanque e combustível, aquele externo. Putzzz, cadê o Diesel? Naquele consumo não iriamos chegar, parecia um motor V12 a alcool andando em 1a. marcha.
Pouco antes estava conversando com o Reges sobre como é o sistema de mangueiras no tanque do Furioso: pescador, respiro, manutenção e RETORNO. Estava ai o problema,,, o motor do Fast estava mandando o retorno do diesel para o tanque principal. Ai outra operação que lambuzamos o barco todo de diesel.

Colocamos outra mangueira no retorno do diesel para o tanque auxiliar, externo e resolveu o problema, mas como não confiamos na quantidade começamos a filtrar o diesel do tanque principal. Por sorte,,,, muita sorte, tínhamos as ferramentas e MAR CALMO, senão teria sido o caos. A Leandra questionou o plano B, mas uma coisa que muito me IRRITA PROFUNDAMENTE é argumentar tipo assim:
   - E se o motor não pegar?
   - Temos as velas.

   - E se não tiver vento?
   - Temos o botinho.

   - E se o botinho não aguentar?,,,,

   Pqp,,, é fods, as perguntas e respostas não terão fim? Dá vontade de dizer Nããão seeeeei, vamos morreeeeer. Não dá gente, não tem fim se der muita corda pra conversa. Havia vento e bom, funcionamos o motor por 5 minutos e desligamos subindo as velas, velocidade de 6 a 7 nós constante, muito bom e rápido. Chegando na entrada do canal norte na baia de Paranaguá ligamos o motor e seguimos até Antonina parando na ilha das cobras pra um lanchinho, já que náo comemos quase nada durante a operação de manutenção que durou 10h no total.



Essa travessia foi de longe a maior até hoje com quase 365 milhas e 3 dias de navegada. Como a experiencia dos outros a bordo não eram de lobos do mar, bate aquela sensação de que você não é apenas passageiro ou um tripula, tem que pensar analisar, cruzar informação conversar com os outros e executar e quase sempre as opiniões eram iguais então eu pensava do modo certo.

Como desgraça pouca é bobagem, ligamos o gerador e o ar condicionado, show de bola, maravilhoso, mas como não foi lido TODO o manual do barco, ali dizia para não ligar o gerador E o motor do barco ao mesmo tempo e nessa ferrou os alternadores e meu IPAD que não tinha limitador de corrente no carregador e ai se foi R$ 2000,00.

Aprendi muito nessa viagem, acabamos descobrindo muitas coisas sobre nós mesmos, e olha que foram só 3 dias e 365 milhas percorridas com tempo excelente. Por ser um mundo diferente (aquático) tudo é novo, desde acordar até dormir até o sono fica diferente, alimentação, comportamento, humor etc. Só não aprendi (ainda) a interpretar essa cara do Marco. Ele ficou um tempão olhando pra água, deu tempo do Rodrigo pegar a câmera, ajustar e bater varias fotos. Não sei em que mundo estava, vai ver que estava procurando o Nemo mas o fato é que ainda tenho que conhecê-lo melhor, pra saber se um dia zarparemos ou finco a âncora onde estou. Só pra constar, assim que cansou e ficar ali voltou pra dentro com o sorriso e sempre.



Lembro-me de quando comecei a navegar e não passava da Ilha do Teixeira distante míseras 5 milhas. Acordava de hora em hora para ver se havíamos garrado (soldado a ancora) kkkkkk. Hoje durmo 10h seguidas sem problema. A Leandra dizia que dava um nó no estômago quando avisava que ia abrir as velas, hoje até cozinha durante a velejada e depois vai tirar uma soneca, vivendo e aprendendo. Tudo isso pode se feito com maior ou menor conforto dependendo de seu planejamento.

Paramos na Ilha das Cobras pra comer algo e arrumar um pouco a  bagunça, e nessa foi mais um xurras. Ahh a churrasqueira é a GÁS, um luxo só kkkkkk


Tai o total da viagem até a Ilha das Cobras, e mais 15mn até Antonina





Carnaval em SÃO CHICO

Tô ficando abusado. No carnaval juntamos a flotilha TEMPERAMENTO (Furioso, Teimoso e Relax) e fomos para São Francisco, distante de Antonina, 74 milhas, mas pra isso tive que limpar o casco que não via uma visitinha pra mais de mês. Quase detonei toa a arga de ar do cilindro de mergulho, sobrou só 1/3, uns 100 psi. Já não tinha mais umas cracas, tinha uma colônia completa, quando saia da água havia um monte de sirizinho pendurado em mim, coisas e Antonina kkkk

Os 2 veleiros foram na 5f a noite e nós seguimos no sábado pela manhã zarpando as 5h aproveitando maré vazante. Pra quem nao conhece Antonina vai se assustar com a velocidade da enchente e da vazante e tem também o tal do estofo que pra mim é lenda. Tem que prestar muita atenção, senão perde, sei bem porque tento limpar o casco nesse momento e não dura nada ai fica impossivel segurar em algo para limpar o casco e até mesmo nadar em volta o barco tanto que em menos de 2h havíamos passado do porto de Pguá e para não arranjar encrenca com o Canal da Galheta numa vazante de formula 1 saímos pelo canal sueste, lado norte da ilha

Levou 1h a mais mas além de uma paisagem linda o mar estava tranquilo.
Estava comigo o meu amigo Ronaldo, que vocês já conhecem. Aquele que 1m após a boia 1 passou mal quando tentamos ir para Itajai ver a Volvo Ocean Race em 2015. Desta vez foi tudo bem, compramos o MECLIN, excelente remédio, recomendo. Sem vento e mar calmo, fomos a motor de novo (vou acabar comprando uma lancha) sem novidades no caminho, fizemos em 12h até o museu do mar.

Passando pela área e ancoragem dos navios fora da Baia


No ultimo dia passamos na praia e entrada do Capri, a tal da praia das galinhas kkkkk


E a flotilha toda, nem que seja de botinho


Com direito a farofada


Saia da 3f de carnaval, mar mexido e ruim na saida


Ai foi acalmando 


Passando pelas Ilhas Itacolomis




E Currais




Encontramos o Relax e o Teimoso já ancorados e descansados ai partimos para o tradicional xurras a bordo e finalmente poder tomar uma cerveja gelada.



A noite fomos ver o desfile de São Chico, pra quem gosta é um prato cheio. Prefiro só ver e de longe, mas curto, não sou tããão ranzinza quanto minha irmã mais nova diz que sou.

Dia seguinte uma passeios e retorno, e dá lhe levantar novamente as 5h da manhã. A saida da barra estava agitada, ondas bem grandinhas mas tranquilo, volta sem vento, no motor etc etc etc, ja esta ficando chato essas motoradas.

Entramos pela Galheta, mais calma que agua de poço,  e sentimos o bafo da baia, vixi maria mininu!!
Uma quentura dos infernos, o pouco vento que tinha era de popa, então no barco zeeero de vento.

Ai começa a parte ruim, limpa, seca, arruma, empacota, lava, etc pega o botinho, vai pra terra, adoça o motor de popa pra depois pegar mais 2h de carro até em casa, passando pelo centro da cidade


Tai os dados da IDA, Antonina - Sao Chico em frente a Marinha, a velocidade maxima ai, e com a vazante da baia e motor nao mais que 2500rpm, uns 80% e aceleração


Vale, mas cansa pra caramba.

Essas foram as "aventuras" do Furioso e sua tripulação, esse ano a viagem para Paraty sai,,, de um jeito ou de outro.

É isso pessoal, aos poucos vou publicando o que houve e diferente.

T+

JD







quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Finados - Chuuuuuuuvaaaa

Então,

É inacreditável a quantidade de dias ruins que estamos tendo aqui no sul, é frente fria em cima de frente fria e ja tem algumas no acostamento esperando vaga.

Já encheu o saco, falando num português bem claro. Basta ver nas fotos dos posts anteriores, quantos têm o céu azul, ninguém merece....

E nesse fds (Finados) não foi diferente, aliás foi sim, choveu de sábado ao meio dia até segunda feira fim da tarde, o tempo TOOOODOOO e até que não foi de todo perdido porque assim a experiência do que é ficar ficar 3 dias enfurnado no barco kkkkkk

Ai vem o problema da geladeira, versão 18 capitulo 432 release 456 B. Após um longo e tenebroso inverno,,, finalmente a geladeira funcionou. É um kit da Elber Geladeiras, sim, ele funciona e bem, quando funciona. Como atenuante, consome apenas 1,5Ah, muito bom para uma geladeira mas deu um bocado de dor de cabeça.

Nessa foto mostra a carga de gas no kit novo que recebi.


Ai descobri outra merda, na foto abaixo é a rabeta, uma SD20 da yanmar, e ACHO que vem com motores até 29hp, nao sei, nao pesquisei muito, mas nao importa, a merda é que pra trocar o óleo, tem que tirar o barco da água,,,,, legal né? O óleo sai apenas pela ponta da rabeta láááá embaixo, somente o modelo  SD40 possui uma enjambração que você conecta num buraco e puxa o óleo, enfim agora tenho que esperar lua, alugar uma carreta, retirar da agua, trocar o óleo, e pagar a diária em seco, só isso muito simples. PQP, se arrependimento matasse estaria morto e seco. Parece simples, mas e se eu estiver lá em angra? Quanto custa essa retirada da agua, só lembrando, aqui em pgua usa-se muito o motor. As 100 horas do óleo foram utilizadas em 4 meses com uma ida a São Chico, fim do ano vamos a Ilha Grande e se nao tiver vento, serão 60h no motor, e ai? Faço o que?

A sujeira na rabeta é proposital, é pó de madeira, se houver vazamento de óleo ou água consigo determinar de onde vem.


Bom, então, diminuída a raiva e frustração que estou sentindo e após arrumar a geladeira, limpar o casco (de novo) e aguentar 3 dias de chuva, mas chuuuuva, vamos à parte boa do feriado.

Fomos com o Relax, do Renato e Caci até a Ilha das Peças e nos juntamos ao Zefiro do Zigot, e lá ficamos, literalmente chumbados ao chão, comendo, bebendo, conversando, dormindo e,,,,,, limpando o barco kkkkkk, mofa tudo com esse tempo. 

A Leandra já está entregando as betes. Ocorre que pra sair de casa, tem que arrumar, chegando no barco, tem que arrumar, saindo do barco tem que arrumar, limpar, e lavar, é muita coisa pra tão curto espaço de tempo.

Já perdemos as contas de quantos dias nesse ano está chovendo ou nublado ou que o sol não aparece. No sábado fizemos um xurras a bordo do Relax e no domingo foi no Furioso, como tenho uma proteção lateral, ficou mais confortável, mas ainda sim molhado e frio.Olha a churrasqueira em posição, a sorte é que com o vento forte o barco aproava para ele e não chovia nada lá atras kkkkk


Ai o pessoal do todo


 E o Zefiro


Na 2a. feira pela manha,comendo,,, de novo. Ohh coisa boa.


E aqui o resumo da viagem, esse tempo em movimento, foram feitos a MOTOR, Na volta, saindo da ilha o vento chegou a 20 nós de velocidade e fiquei com medo de abrir a mestra ficando somente com a genoa,  que já adernava bem o barco e fazíamos uns 5 nós de velocidade.

Passando o porto de Paranaguá o vento miou de vez, dos 20 que estava uns passos atrás para zeeeero. E ainda não me acerto com a tábua de marés, indicava 12:17 o estofo da maré baixa e ajustando com a hora de verão começou bem mais tarde que o previsto. Chegando ao clube com maré cheia já abasteci de água, agora está com 400 litros nos tanques, 80 litros de diesel e quando for de novo, irão mais 4 packs de cerveja 1 cx de vinho, 20 litros de agua potavel etc,,,, pesadinho né?  

Ahh o óleo,,,, nao sei, nao tem como trocar e vai vencer em mais 10 horas ai vejo o que faço.

Alguem tem um pé de galinha pra vender?

É isso,

T+

JD





domingo, 18 de outubro de 2015

1a. travessia - São Chico

Então,,,,,

Finalmente, após 1 ano e 1 mês, fizemos a 1a. travessia da família, fomos com a ABVC (Associação Brasileira e Velejadores de Cruzeiro) a São Francisco do Sul, total de 147 milhas náuticas, ida e volta né, claro e desde Antonina. Para nós, do fundo da baia, chegar a mar aberto é um parto de ouriço, é longe, muito longe. Ok, para os gaúchos é pior, mas cada um com seus problemas, o meu é chegar à boia 1, distante 22 milhas.

Nos encontramos em Paranaguá no dia 10 (Sábado) para sairmos no domingo pela manha mas por conta do clima saímos somente na 2a. feira, dia 12. Fomos em apenas 3 barcos, o Jazz 4 do Volnys de Santos, o Catamarã 100% Justo de Morretes e nós.

O Sábado, ja começou com trabalho pesado, limpar o casco. Para chegar na Ilha do Teixeira foi sofrido, com 2500 rpm no motor não passava de 3.5 nós de velocidade onde  geralmente chega a 6 ou 7 nós. Montei o material e mergulho fui pra baixo. Após 1:30h de um cansativo trabalho de tirar as CRACAS, isso mesmo crácas, aos montes, detonei meio cilindro de ar. Em 30 dias o casco passou de 0km, lindão, reluzente para uma montoeira de sujeira. chega a desanimar, já vi que tenho que limpar a cada 20 dias, pqp, ninguém merece.

Bom, ai foi fácil chegar a Pguá, vazante e motor a 2000 rpm a velocidade foi facinho a 7 nós, olha só a diferença de performance.

Claro que a chuva não poderia faltar, olha ai a "paisagem".


 Na saída era tudo alegria

E já preparei o bote para a a travessia, subi ao máximo e amarrei-o ao casco com a cinta de catraca para não balançar, funcionou bem mas dá para melhorar esse processo ainda é trabalhoso.

 Como passamos o domingo em Pguá, fizemos uma caminhada ao mercado central,,,


.... e ao aquário, muito legal, haviam peixes que nunca havia visto, tem até pinguins.


Zarpamos as 4h da manha de 2a. feira rumo a São Chico, frio, chovendo e vento fraco de nordeste. O mar estava calmo, bem calmo e o piloto funcionou bem nos levando o tempo todo.


Aqui quase meio dia, olha a calmaria do mar, sem ondas.



E aqui a flotilha toda com o jarbas trabalhando


Bom,,,, a viagem foi perfeita, mas sem vento, saímos as 4h da manha de Pgua e chegamos em frente ao Museu do Mar em São Francisco as 15h pontualmente.
Fomos recepcionados pela marinha e pela curadora do Museu. Conversamos por um tempo e ,,,,,, zarpamos de volta kkkkkk.
Isso sim é que é bate/volta, nem de moto fazia isso geralmente passava o dia na praia e retornávamos ao fim da tarde, o problema é que já era fim da tarde.

Para ganhar um tempo, fomos ancorar em frente ao Capri, mas na baia e não no rio pois o catamaran estava com problemas no leme e não quis entrar, acabei ficando no canal também estava mais quebrado que arroz de 2a. Durante a viagem de ida, a Leandra encostou no rádio externo e quebrou suporte que ficava preso ao costado, e na volta durante a ancoragem ela foi desligar o rádio e na afobação entortou todos os pinos de conexão, resultado: não tem esse cabo no Brasil e custa quase que o valor do rádio todo.

Fazendo um levantamento, nesse tempo que o barco está na água ja tive problemas ou quebrei:
- Guincho (arrumei)
- Bomba de pé (arrumei)
- Chartplotter, vulgo gps (arrumei)
- Geladeira (ainda não arrumei, e ja foi uma baita grana)
- Piloto automático (acho que arrumei)
- Leme (arrumamos)
- Agora o rádio (espero arrumar)
Acho que foi só, 

Partimos novamente as 4h da manhã, imagine o cansaço. O problema é que a Leandra não descansou e nem eu, então foram 2 dias complicados. As 5:30 o sol nasceu mas estava nublado e as vezes chovia. Entramos em mar aberto com vento sudeste de 15 nós, então través, ótimo pra navegar e ondas de alheta (vem de traz, pela direita) essas fazem a maior bagunça pra pilotar, é desconfortável e o piloto não aguentou ai foi na mão até as 14h. Em seguida desliguei o motor e com as velas em cima mandamos ver na que foi a maior velejada que fizemos até hoje, sem dar um bordo sequer. 
Numa surfada chegamos a 10.2 nós e a todo momento entre 5,5 e 7 nós. Ai, lá pelas tantas, eu cansei e passei o leme pra Leandra, ela é habilitada e sabe pilotar,  porque eu estava cansado.

Rapidinho né?


Ai, como também sou um ser humano e filho de Deus, fui ao banheiro e "tentando" me ajeitar em meio a chacoalheira a Leandra começou a gritar que queria ajuda e que o barco ia virar. Respondi que não podia, que estava ocupado kkkkkkk.

Vira nada, veleiro não tomba naquelas ondinhas (eu acho) de 1,5 a 2 metros segundo o Windguru. O problema é que quando subia na onda, ele virava para a direita e pra arrumar tem que puxar TOOODO o leme e forte, mas a Le nao fazia o movimento todo e como o vento era de traves, ele embalava mais ainda, adernava, subia na outra onda e ia muito rápido, mas para o lado errado.

Quando sai do banheiro bati essa foto, escorada no cockpit, segurando na braçola e tentando manter o barco na linha kkkkkk


Com o barco adernado e o vento de través olha só a posição do colete salva vidas. Quase na horizontal


Aqui já estávamos perto da entrada do canal. Com vento, chuva, frio mas desta vez equipado com roupa de tempo, nao foi tão desconfortável, ainda tenho que arrumar uma botinha pra usar com meia e nao esfriar os pés e uma luva boa, meu eterno problema. 


A volta foi direto do Capri até Antonina, são 74 milhas até minha poita, dia anterior cansativo, mar agitado, sem piloto automático, sem experiência das mãnhas para não cansar muito foi o ó do borógodó, mas foi muito divertido e prazeroso, por mim, passava direto pela Boia 1, mas a Le ainda insiste que tem que trabalhar. Alguém tem que manter a sanidade né......

Aqui os nr. da viagem. Para meus amigos Ricardo Portela e Jose Prieto, que deram volta ao mundo,  147 milhas (em 2 dias) é nada e vivem me incentivando a ir mais longe, mas um passo de cada vez. O odômetro, está errado, uma vez resetei sem querer e ja marcava 301 milhas, mas o que vale agora é esse, 522 kkkkk.


Quando andava de moto superbike fazer 200km ja me detonava, ai comprei uma bigtrail e comecei a viajar para mais longe. E o que era longe começou a ter outro significado, até o que dia que fomos a Ushuaia onde fazíamos 1000km por dia, hoje meu desafio é fazer mais de 73 milhas dia (pouco mais de 135 km) kkkkkkkkk

Fizemos uma travessia acompanhado por mais 2 barcos, com comandantes experientes, em contato visual e por rádio, o que nos deu muita segurança. Meu problema ainda é avaliar a situação mas isso vem com o tempo.

Essas 73 milhas já é passado, o próximo porto é logo ali e como a imaginação voa kkkkk

Estou esperando as fotos dos outros participantes para postar, assim que ok, aviso por aqui.

T+

JD





terça-feira, 15 de setembro de 2015

Feriado de Setembro

Então,

É nóis de volta.
Não aconteceu nada de (muito) interessante nesse tempo, mas estivemos na agua, será que já está na hora de ficar além da Boia 1? Claro,,,,, so falta coragem e tempo kkkkkkk.

O tal de windguru não está acertando muito, se voce acompanhar a previsao de tempo para os proximos 7 dias, verá que muda TUDO, na real esse sistema esta prevendo as proximas 3 horas e olha lá, direção do vento e intensidade então está complicado acreditar.

Como já fazia 30 dias desde a ultima limpeza de casco, voltei a mergulhar, desta vez comprei o equipamento que me faltava e fui la pra baixo. Caaaaara do céu, não é facil não, o estofo na ilha do Teixeira acho que dura 5 minutos e começa uma puta correnteza novamente ai me ferrei, 90% do esforço vai para ficar parado. Nesse fds o Mauricio e a Vera estiveram conosco e para nossa surpresa e felicidade ja estão providenciando um barco tambem, a flotilha está aumentando hehehe.

Tai a prova do crime, uma agua antarticamente gelada, devidamente equipado para o mergulho e o piazinho lá firme e forte, mas batendo os queixos e aprontando.


 Tivemos também a cia do Renato e da Caci do veleiro Relax, amigos queridos que também estão nos finalmente para o zarpe. Churrasquinho a bordo, cerveja, bolo, pao de queijo,,, aaaaiii meu Deus, como se come a bordo.....



Feriado de 7 de Setembro

 E no feriado de 7 de setembro a esposa e filho viajaram e fiquei sozinho, então convidei novamente meu amigo Ronaldo para umas bandas, mas dessa vez sem encalhe hahahahaha
Fizemos outro passeio em torno da ilha do mel. Desta vez o mar estava (bem) mais agitado e ja na saida cruzamos 4 navios entrando e saindo. Vento até que tinha, uns 10 nós  mas ainda acho que estou errando na regulagem das velas, não ia muito rápido. Tracei a rota para Ilha Bela e ficamos nela aprox 1h, o Jarbas trabalhou bastante, só na vela deu 3,5 nós de media e o GPS nem mostrava a hora de chegada, com o mar picado as vezes enterrava a proa na agua laaaa embaixo, sorte que voltava kkkkkk

Outro teste que fiz foi entrar na cabine durante a velejada e SEM tomar remédio. Caaaaara, pensa num enjoo fulminante, tipo 4 segundos e bummm, tava feita a nhaca. Não cheguei a vomitar mas ficou ali pela boa, ai começou a chover. Coloquei a proteção lateral e o cock pit virou uma caixa de sapatos mais as velas bem na frente  não enxergava muita coisa ai deu outro enjoo e tive que desmontar o barraco e ficar no molhado mesmo. Meu Deus, que coisa horrível. Logo vou fazer um procedimento que me indicaram: tomar o remédio 2 dias antes do embarque e por 2 dias a bordo, no terceiro o labirinto já estaria acostumado. Será?

Abaixo estávamos chegando no famigerado canal da galheta.


 Ancoragem na Ilha das Peças. Demos umas bandas de botinho e fomos num restaurante,

Olha só o tamanho da caipira



Como já havia passado de 5 minutos sem fazer nada, resolvemos ira para guaraqueçaba ao fim da tarde e olha o por do sol que pegamos.



Como tempo está virado numa nháca, to eu ai, de roupa de chuva e muito frio.



Dá uma olhada no mar,,,, já que nao ha nada pra fazer, vamos limpar o barco, passar pano em tudo.


 E foi isso,

No feriado de 7/9 tivemos apenas uma tarde de vento o resto foi no motor,,, ninguem merece.

T+

JD