segunda-feira, 4 de maio de 2015

Feriado de Tiradentes - esse sim foi complicado

Salve, mais um fds pra contar as desventuras e aventuras,

Esse fds foi do car….. desculpem a expressão mas foi. Não tem como contar tudo mas tem coisas que não podemos deixar de documentar.

Dia desses um amigo me disse que tinha o logbook desde a 1a. viagem, isto é, o diário de bordo. O meu é aqui no blog, mas claro que só mostro os meus goles, já os tombos, nem todos hahahaha.

Então, combinei com um amigo de infância de ficarmos o feriado na baia de Pgua zanzando e testando posições de vela, regulagens, indo a lugares não visitados etc etc etc. Esse meu amigo não sabe velejar e muito menos passou tantos dias embarcado, mas na baia é tranquilo, como dizem é o quintal de casa e qualquer problema é só ir à terra.

Aí, num happy hour com outros velejadores e velejadoras combinamos de ir de barco a Itajaí ver a VOR (Volvo Ocean Race) a formula 1 da vela. Os barcos são lindos e caros passando dos 20 milhões de dólares, mas aparentemente sem conforto algum, é pra quem gosta meeeesmo.

Bom, sobre a viagem resumi bastante coisa e colocarei a culpa no meu amigo Ronaldo. Sim, porque alguém tem que ser culpado, então que seja ele. E com beeem menos culpa eu, "apenasmente " porque coloquei uma pessoa inexperiente em alto mar, por 3 dias, sem experiência alguma, em um barco que começa aqui e acaba ali, mas isso são meros detalhes insignificantes (já bati a cabeça na parede umas 10x).

Em resumo
Saimos 16:30h de Antonina
Passamos a boia 1 as 21:30h
O Ronaldo passou mal as 21h:30m:15s
Vomitou 45.682 vezes mas dizia que estava bem.
As 22:15h tomamos a certeira decisão de voltar senão o cara ia morrer.
As 0h entreguei o controle para o Capitão, porque eu não aguentava mais pilotar.
As 2h ancoramos na ilha das cobras para dormir.


Gente, sei que muitos que leem o blog são lobos do mar, mas por isso mesmo não prestam muita atenção porque já tem experiência, então anota ai:
Numa travessia, tem que ter conforto para sentar, recostar e deitar para descansar.
Meu barco tem os bancos na popa junto à targa, ajuda um montão, mas também não resolve. Se o mar estiver ruim cansa muito ficar se segurando e lá pelas tantas as forças acabam, então tenham uma cama na popa para alguém deitar e ir rodando o turno. Se não tiver esses bancos, a coisa vai complicar.

No Sábado, ficamos pela Ilha do Teixeira fazendo um xurras, bebendo e jogando conversa fora, foi show de bola. No fim da tarde retornamos ao Clube e embarcamos no Furioso para cumprir o planejamento inicial. A noite saímos comer alguma coisa, claro que tudo fechado e fomos na pizza mesmo. Eu estava tão cansado que dia seguinte nem me lembrava quem havia pago a conta. Fui dormir as 20h e acordei as 8h da manha, como adoro dormir a bordo e ainda mais cansado, é nisso que dá.

Preparando o GPS para a travessia, tai o comandante do veleiro, André


Como é bom ser passageiro,,,,


E ai o Ronaldo posando de timoneiro



Zarpamos com o Furioso, sei la que horas, passamos pelo veleiro Zefiro pra convidar pra ir junto, mas ainda estavam no 10o. sono, seguimos com maré contra (claro), vento contra (óbvio) e íamos a 3.5 nós. De cara senti um trimilique diferente no barco, casco e leme, tudo sujo. Paramos na ilha do Teixeira e mergulhei para a limpeza. Putzz, estou ficando velho, já não tenho mais forças, é uma raspada na quilha e volto a subir, mas até que ficou bonzinho e zarpamos de novo, desta vez navegava liso.
Eu queria conhecer a ancoragem na Ponta do Poço, bomlocal e bem próximo do canal da Galheta para sair da baia. Ancoragem tranquila, local lindo e calmo mas com uma baita correnteza, se não unhar bem já era, vai pro canal, então tem que ligar o gps com alarme de âncora. Eu não me separo do gps 60 csx neste sim, eu sou doutor modéstia às favas, se bem que ele só tem meia duzia de comandos hahahaha.

Primeiro peixe que peguei com o Furioso, peguei não,,, ele me pegou, pulou no deck quando estava lavando o tapete hahahaha.


Chegando a Paranaguá, tentando achar um trapiche para atracar



Entramos em Pgua para abastecer de comida e bebida. Tive que mudar 2 vezes de local de atracação porque sempre chegava um taxi/bus boat, ai desisti e ficava a deriva no rio até o Ronaldo voltar ai rumamos para a ponta do poço já no fim da tarde.

Passamos a noite lá, bebendo e conversando, afinal são mais de 35 anos de amizade e um bom tempo sem nos ver, assim colocamos as fofocas em dia, opsss homem não fofoca,,, apenas tece comentários. Meu amigo Ronaldo não é marinheiro, é mecânico de avião, mas tem bom senso e inteligência, detecta o problema e tentar resolver, e resolve então é um bom cara pra ser ter por perto quando as merdas ocorrem.




Dia seguinte rumamos para a Ilha dos Papagaios, uma ilha que dizem, no final da tarde reúne perto de 5.000 papagaios, é lá que vão dormir, não sei se foi a época mas haviam poucos, depois disseram que no verão tem muito mais,,, muito mais butuca, porvinha e pernilongo também.


Pra chegar nessa ilha, só com um trajeto pronto no gps ou com pescador da região senão não passa nem da entrada do canal por conta dos baixios. Como era de dia, eu tinha a referencia da mata, curva etc e a rota no gps. Tá,,, ok,,,, tem gente que acha que não se deve usar ou confiar tanto no gps, tem que navegar na unha. Então tenta chegar lá na ilha no sextante e se sobrar tempo vá para Cananéia pelo canal do Varadouro, não é que não dá, mas quero ver chegar.


Navegando ao lado da Ilha do mel


Tentando achar um ventinho


Dia lindo para navegar


Este, sou EU, como diria o ratinho no filme Ratatoille


Essa é a parte mais bonita da baia de Paranagua/Pinheiros




Após 2h de navegada desde a entrada do canal estávamos na ilha, muito linda, numa baia mais linda ainda, é como se fosse uma rotatória, na saída 1 você pega o canal que vai ao canal sueste e na saída 2 o canal do Varadouro indo a Cananéia, um dia vou lá. Em pouco tempo os papagaios começaram a chegar mas beeem menos que os 5.000 anunciados. Lá pelas tantas, passou um veleiro grandão, acho que de 40 pés, e sumiu atrás das pedras.


Tai o Ronaldo tentando voltar ao barco.


Baia onde fica a ilha dos Papagaios, local muito bonito, merece ser visitado


Eis a Ilha


E começaram a chegar


As pousadas do entorno levam os hospedes para conhecer a ilha, vale a pena contratar uma lanchinha dessas



PARTE 2


Almoçamos, esperamos, vimos os bichos, demos uma passeada ao lado da ilha e decidimos voltar quando já era quase noite. Bom,,,, ai começou a noite, e que noite.


Íamos a 4 nós aproximadamente e eu tentando ficar em cima da linha da rota com zoom máximo no gps. Comecei a mexer no gps do barco para melhorar a luz em pouco tempo o sonar começou a piscar indicando 4m e,,,,, sumiu ficou com 4 riscos, baixei a velocidade e ai piorou, pois a rota a ser seguida ficava pulando de um lado pro outro por causa da baixa velocidade, pedi ao Ronaldo o outro gps, o 60csx, para conferir a rota, ja que tinha feito o tracklog da vinda e indicava que estávamos uns 3 anos luz fora ddela e bummmm, encalhei…….. PQP,,,, que mérdáááá.

Dei ré com toda força e a folhinha ao lado do barco na água nem se mexia, em 5 minutos alguém tirou a rolha do ralo e a água baixou numa velocidade espantosa, dava pra ver e sentir o barco adernar, quando pulei na água, ela não passou da cintura, ai já estava bem adernado a boreste (direita).

Pois é...


O que é um peido pra quem está todo cagado, então vamos limpar o casco né.



E a limpeza ficou show de bola


Caracas! Que sensação de incompetência, desespero e sei lá mais o quê, deve ser de incredulidade. Desliguei o gps do barco várias vezes, desconectei, conectei e ele não mostrava mais o sonar, até que secou TUDO, toda a água em volta do barco desapareceu, depois me explicaram o perigo disso. Dependendo de onde você encalhou pode perder o barco todo, basta ter um buraco ao lado, a quilha pára na lama/areia e o costado continua descendo no buraco e abaixo da quilha, tipo capotando no buraco, e quando a água volta, pode inundá-lo antes que ele flutue, ai é PT. Portanto, não é só esperar a água voltar, tem que ter sorte de encalhar bem.



Aqui é o que eu disse sobre ter um buraco ao lado, se o casco cai no buraco entra agua e ai ja era. Olha onde foi a linha d´agua no costado



Como desgraça pouca é bobagem, ouvimos no rádio um pedido de socorro, uma voz de mulher era o veleiro que havia passado por nós, tinham encalhado lá na ilha dos papagaios.
Ela insistia no rádio, mas não nos ouvia e nós tentando contato sem resposta. Uma outra pessoa respondeu tentando contato com ela também e conversamos. Ele perguntou se não poderíamos ajudar e respondemos que sim, se não estivéssemos encalhado também. Ai o rádio ficou mudo por toda a noite, se estivéssemos morrendo, teríamos morrido, lamentável.



Na foto abaixo dá pra ver na bussola o grau de inclinação, numa das caminhadas ai em cima escorreguei e bati as costelas de "boreste" no banco da targa. Pronto, é o desastre perfeito, sem forças pra nada.



Ai veio o 3o. problema, a água voltaria as 4h da manha, ainda no escuro, e ai? ir para onde? Direita, esquerda? Eu estava sem o sonar e achava que o gps havia ficado louco, tipo travado. Quer dizer, ia encalhar de novo porque depois das 4h a água começaria a baixar e como agravante, encalhei com maré a 1,5m e a próxima seria de 1,3m faltando 20cm de água, e é muita água. Já imaginou encalhar ao lado de um canal ou buraco dessa vez, ninguém merece. Ia ter que confiar no gps de mão, o 60csx mas mostrava uma margem de erro as vezes de 7 metros e o canal não tinha 7 metros, então estava ferrado de qualquer jeito, pelo menos saberia para que lado ir. Problema que não tem solução, solucionado está, tinha que esperar a maré encher.



E secou secado, nada de agua,


Láááá na frente tinha umas luzes, peguei o botinho e tentei ir la, segurando a lanterna numa mão e o gps na outra e acelerando o motor, bem mané mesmo coisa de estupido, podia ter perdido tudo se caísse na água, até que encalhei o botinho também . Pulei dele, naquele lodo e puxei pro canal. Avaliei que podia aumentar o problema e voltei pro barco que àquela distancia só via um piscar da luz de fundeio que mais parecia uma estrela e um ponto fraquinho que era a luz do cockpit.




Eu tremia de nervoso e mal estar e dor nas costelas, preocupado com a quantidade de água na próxima maré e como achar o canal para não encalhar de novo além de ter que conseguir ajuda. Ali é bem povoado então sempre aparece alguém. Ao longe ouvíamos um motor de canoa, foi aumentando, aumentando até que estava à nossa frente mas com a escuridão que estava não enxergava nada. Liguei luzes das cruzetas e acionei minha lanterna led, ai o cara viu e veio perto. Ufa, graças a Deus.



Ele prometeu voltar as 4h para ajudar e com uma lancha mais rápida. Claro que não dormi, pensando que o cara não viria e fui fazendo o plano B e preparando o barco. Fechei o tanque de boreste, abri o holding tank que fica também a boreste e enchi com a água do tanque de bombordo, passei todos os extintores para boreste, enlatados, vidros, ancora reserva, corrente reserva, pensamento e boas intensões também, passei tudo para lado direito do barco, tudo para pender deste lado. O pescador havia nos dito que tínhamos muuuuita sorte, porque não era noite de lua, senão estaríamos complicados com butuca, porvinha e pernilongo, já imaginou tudo isso NO MANGUE?



As 4h em ponto o pescador chega, infelizmente não me lembro do nome dele, com seu irmão em uma lanchinha com motor de 40hp. Ai começa o calvário fase 2 em edição piorada. O pescador disse que logo a frente havia um canal e tínhamos que ir pra lá. Cara,,, eu não enxergava nada e ele dizendo que tinha um canal a uns 5m ao lado. Bom, analisando bem ele é de lá o pai dele é de la e o avo também, sabe mais que eu,, então vamos pra lá e pronto. Haviam me dito para ir para trás, não para os lados nem adiante, mas….


Ai a maré encheu, as 4:30h, e tentamos no motor do veleiro, amarramos a lancha no mastro para adernar e movimentando o leme, e nada, o barco nem se mexia. Puxamos a proa para o lado, e nada, ai começou o estofo, quando a maré não sobe nem desce, e o desespero bateu em mim. Abri toda a retranca e o pescador e o Ronaldo subiram lá na ponta com a lancha puxando eu a 100% do motor mexendo o leme para os lados e o barco foi, mas foi muito e encalhei do outro lado do canal, ai a água começou a baixar. Aaaai meu Deus.



Olha o local do encalhe,,,, já viram casto tão limpo?



Viramos o barco com a lancha e nova manobra começamos tudo de novo até chegar ao canalzinho para ir ao canalzão. Ufa, 2h de trabalho, suor, desespero e companheirismo do Ronaldo e dos 2 pescadores. O mais incrível é que os caras sabiam ondes estavam os canais, no escuro completo e começamos a seguir para a baia. Eu estava TOTALMENTE perdido, simplesmente não sabia para que lado ir e os caras dando o rumo. Amarraram o lancha atrás do veleiro e foram pilotando no escuro completo. O gps e o sonar voltaram a funcionar mas eles não deram bola e seguiram no instinto. É impressionante, eles iam sobre a linha de rota do gps sem saber disso e eu não avisei nada, amanheceu o dia, ai mostrei e expliquei as rotas do gps, nem deram bola, so disseram: “Ahh tá”, devem ter pensado,,,,,, “pra que isso se o canal é aqui?” hahahaha.






Nos deixaram na baia e seguiram pra casa, 2 irmãos, 2 pescadores desconhecidos que levantaram as 4h da manhã para nos ajudar, é mole?

Ai o caminho de volta pra casa foi no motor e com algum ventinho para eu fazer umas experiências de como regular as velas. Não sei como mas ainda navego mais rápido no contra vento que no través, tem algo errado que não consigo ver, já tentei de tudo.

Chegando na poita, fomos limpar o barco, vazou diesel por algum maldito furinho e água doce pela tampa da caixa de boreste ou algum furinho, isso inundou o compartimento onde guardava o piloto automático, e adivinha…….. mas já arrumei rsrs.

Disso tudo fica o aprendizado que: nao precisa ter 4 lanternas, basta uma unica, mas que funcione e tenha baterias de reserva, encalhar pode não ser o bicho de sete cabeças ou pode significar perda total do barco, só coloque os MELHORES AMIGOS em roubadas, porque se não for teu amigo de verdade, com certeza se tornará teu pior inimigo hahahaha.

Valeu Ronaldo, sem tua ajuda a coisa teria complicado muito.

É isso por esse fds,

T+

JD




quarta-feira, 29 de abril de 2015

Páscoa - Ohh feriado complicado

Desculpa o tempo fora ai gente, é que ainda não aprendi a sobreviver sem dinheiro e temos que correr atras do prejuízo e de clientes porque manter o brinquedinho flutuando custa caro.


Então,

Finalmente SOOOOOLLLL, madona mia!!! Só quem mora em Curitiba sabe como é viver numa cidade que fica mais nublada/fechada que Londres. Acho que foi ano passado que em 3 meses tivemos 3 dias de sol, por isso meu post anterior mau humorado hehehehe.


Deus é grande!


Fim de semana de Páscoa, 3 dias, 2 barcos, 4 adultos, 2 crianças e uma baia inteira para visitar, como dizem os mineiros: ohhh trem bão sô!


Chegamos no sábado pela manha, mas nem tão manha assim e já no zarpe senti a cana de leme meio boba, não era o trimilique de costume a 2500 rpm mas logo baixei para 2000 com receio de forçar o motor imaginando a sujeira do casco e aproveitando a maré vazante chegamos rapidamente na ilha do Teixeira distante 5 milhas.
Parei ali para limpar o casco. Ohhh m… de trabalhinho ingrato. Dá pra mandar fazer? Claro que dá, mas…


A dona patroa só aproveitando o sol


O Marco, que não tem parada de jeito nenhum


Finalmente um fim de semana de sol e com vento

Poucas vezes tive um fds com o barco adernado


Ventinho bom que chegávamos a mais de 6 nós


Tai a cara de felicidade


Alguém tem que vigiar as crianças e os navios


Com a Marina por perto o Marco se acalma e ficam brincando por horas a fio




Tem gente que acha que ter barco é só ter o barco, e tem gente que acha que limpar o casco é somente O casco mas ele se subdivide em:
Casco (obvio), leme, rabeta, hélice, quilha e láááá embaixo a asa da quilha. Nada que 2h embaixo d´agua se cortando, batendo, ficando roxo e quase morrendo afogado não fique limpinho ou quase..
Sobraram alguns fiapos mas ficou bom, eu que fiz, então nada a reclamar. Após essa empreitada saímos rumo ao porto de Pgua, num ventão que há muuuito tempo não pegava, facin facin chegava a 6 nos de velocidade más é claro vento contra e dá lhe fazer bordos e as 6h estava na Ilha das Cobras, distante 15 milhas de Antonina.


O outro veleiro Delta 26 é de um parceiro de velejada. é um barco muito lento no motor, mas um canhão quando a vela, como ele chegara tarde em Antonina e disse que estaria na Ilha até as 20h e espera, espera, espera, noite caindo, lua cheia aparecendo e iluminando tudo coisa mais linda do mundo, parecia um sol a noite.


Deus é grande, muito grande!


Como  o atraso era grande chamei pelo radio e fiquei sabendo que o motor havia parado, perguntei se dava para vir a vela, já que onde eu estava a coisa estava nervosa ele respondeu sim, que ia tentar e o tempo passa e passa e nada, chamei de novo, sem resposta, celular, whatsup, sms, chat, codigo morse, fumaça e nada, pego a lanterna led que achava que era potente (até ver a maglite) e começo a piscar no que ele responde e chama pelo radio dizendo que o vento havia diminuido muito, que nao conseguia navegar e estava sendo jogado para as pedras ai pegou o botinho com um possante motor de 5HP e começou a rebocar o veleiro CRUZANDO O CANAL. Como ele disse que estava vindo fiquei na espera e vi um navio passando, chamei pelo radio perguntando sobre o navio e a distancia, ele disse que estava perto, muuuito perto. Ai recolhi ancora e virei um pião prá lá a todo motor, mas imagine que é um veleiro então meu caro, são 6 a 7 nós, na descida atrás de caminhão.

Essa foto é apenas uma descrição do que houve, o navio estava ancorado e nós tentando velejar
Quando estava chegando vi outro mega navio passando, ai o cara começo a buzinar e buzinar, bom achei que era comigo e dei meia volta mostrando as luzes de navegação, mas o cara continuava a buzinar. Pensei “putz não é comigo” então……


Era o Delta NA FRENTE do navio que segundo me disseram desviou do veleirinho, senão ia passar em cima, caracas! Quando localizei o barco, parei e comecei a preparar o cabo de 50 metros para reboque e nesse meio tempo veio uma lancha não sei se da capitania ou dos práticos, ficaram perto e viram que estava me preparando, deram meia volta e se foram. Reboquei o barco até a ilha das cobras e lá pernoitamos. Ufa! Deus é grande.
Próximo das 22h entrou uma tempestade com um ventão muito forte, o meu windmeter de mão acusou 30 nós, foi por uns 20 minutos e pronto.

E foi um fds extraordinário, lua cheia. Levantei as 3h da manhã e a baia estava toda iluminada



Ilha das cobras, fazer um churrasquinho a contrabordo não tem preço


Passeio de botinho na Ilha das Cobras, ha tempos estava prometendo para o Marco

Pela manhã foi resolvido o problema do motor, ao parecer o pescador de combustível pegou ar porque estava com pouco diesel e quando na vela o barco adernou e pronto, o desastre perfeito.
Saíos pela manha em direção a ilha das peças, boa velejada sem sustos, o Marco foi no Delta para brincar com a Marina. Chegando na ilha, o Reges disse que ia pegar gelo pra fazer uma caipirinha e foi……


Foi na casa em frente pensando ser um restaurante e foi entrando, entrando e perguntou se o cara podia fazer uma caipirinha pra levar no barco.(tóóóóinnn)


O Cara respondeu, “Posso, mas aqui é uma residencia” (Uuuuii!!) hahahahahaha
Se desculpou e foi saindo, ai o cara disse que gelo não tinha mas deu 6 limões e ofereceu uma carninha, imagine a situação.


Almoçamos ali e seguimos para Guaraqueçaba. Tentamos pegar um ventinho mas não passávamos de 2 nós e ligava constantemente o motor para alcançar o Delta.


Novamente Deus é grande….

Chegada em Guaraqueçaba

Lá chegando a maré estava na vazante e muito rápida. Lancei ancora e esperei o Delta fazer o procedimento para ir pegar o Marco que estava com eles. Nisso vejo o que eles haviam garrado (soltado a ancora) e desceram morro abaixo muito rápido. Enquanto a Leandra ligava o barco, corri para recolher a ancora e ir atrás do barco fujão, o problema é que como eles estavam perto da margem iriam bater nas pedras mais abaixo. Alcancei rapidamente e já estava dando a volta por trás para ir a boreste (lado direito) deles para empurrá-los para o meio do canal quando conseguiram acionar o motor e subir a correnteza. Não sei se minha manobra ia dar certo mas tinha que fazer algo, até porque haviam 2 crianças la dentro e meu barco sei que é forte pacas, então ia ser na porrada mesmo hehehehe.
Passado o susto reunimos a cesta de comida e bebida e fomos para terra. É incrível como em Guaraqueçaba não tem butuca, pernilongo e pórvinha pelo menos não lá no cais. Dormimos com o barco todo aberto sem nos incomodar. Em terra ficamos lá na praça central, noite agradável e sem vento compramos sorvete a Rosana fez pastel e uma pasta pra passar no pão, show de bola e a criançada correndo por tudo. Na volta fomos pegar o botinho e o inteligente aqui foi descer pela rampa que dá acesso à praça, claro é mais fácil. Dei um passo, dois, tres e zummmm  surfei até quase la embaixo quando cai no meio do que deveria ser um monte de craca, de bunda e costas, por milagre só cortei a mão direita,,,, é,, realmente Deus é grande, ohhhh feriado complicado.


Dia seguinte, acorda cedo novamente para pegar a vazante. Barcos a 6 ou 7 nós facin facin, sem muito vento fomos no motor em alguns pontos. Chegando perto da ilha do mel resolvemos ir para encantadas distante 2 horas de onde estávamos mas começou a chover e demos meia volta seguindo para a ilha das cobras para almoço (desta vez sem incidentes) e após, rumar para Antonina. Sorte que nao fomos para a ilha do mel senão íamos chegar a noite para pegar a poita.


Na volta para o clube a Marina veio conosco e olha a brincadeira que inventaram: Amarramos 2 garrafinhas com um pouco de agua e pronto, diversao para mais de 2h, ficar puxando a garrafa e fazê-la voar para o deck, depois a Marina foi para o outro banco e começou a competição, Como é fácil agradar as crianças, nós é que complicamos. O Walnei do veleiro Vivre passou pela mesma situação.



Bom,, esse foi o fds de Pascoa, o único fds com VENTO e SOL ao mesmo tempo esperemos por mais.


Por hora é isso,


T+


JD



quarta-feira, 25 de março de 2015

Passeios de Março

Então,

As vezes acho que cheguei muito atrasado ao mundo náutico porque a era das grandes navegações iniciada no seculo XV terminou precisamente no dia 9 de Agosto de 2014 dia que lançamos o Furioso. rsrs

Digo isso porque em 7 meses de velejadas e quase TODOS os fins de semana a bordo foram raríssimos os dias com sol, céu azul e VENTO a exceção do curto período passado em Bombinhas e ainda assim olha lá.

Neste mês descemos duas vezes. A primeira tentamos velejar, e puxa, estica, dá 3 pulinhos, faz mandinga e o vento naaada. Terminamos onde? No ilha do Teixeira, 4 barcos a contra bordo comendo e bebendo desde as 15h da tarde indo até sei lá que horas quando alguns ja estavam enrolando a língua pronunciando um idioma indecifrável e outros repetindo N vezes que o Games of Thrones foi o melhor seriado dos últimos tempos. Foi divertido mas a cada fds engordamos um tantinho mais. hahahahaha
Nos separamos bem de noite, realmente não me lembro que horas. Adoro fazer isso, mas neste momento quero velejar e aprender, mas está difícil conseguir uma condição boa para isso. 

Obviamente o tempo não estava bom, cinza, chovendo, garoando e nós lá,,,, "encalhados" no Teixeira por isso nem me deu t... de bater foto, peguem uma la de trás com céu cinza que dá na mesma. As crianças até que se divertiram e por isso para mim valeu o fds.

Nesse último combinei com o Reges ir até a Ilha das Peças que é longe pacas, e na vela. E tenta e tenta ora com rajadas ora morrrto e nos atrasamos, claro. As 17h mudamos o rumo para a ilha das Cobras que fica no meio do caminho, uma ilha bem abrigada de alguns quadrantes de ventos e adivinha por onde entrou um vento pqp de forte 1h mais tarde? De onde ela não é abrigada é obvio, que dúvida. Não me preocupei TANTO porque o fundo é de lama segura bem mas com o vento uivando e aumentando o bicho pegou, a ultima vez que medi estava em 25 nós e aumentou muito depois disso. Até o caseiro da ilha ficou com a lanterna em nós prevendo a mer.... mas nos safamos. rsrs

No domingo as 9h tinha um "ventão" de 10 nós onde estávamos e os navios ja desordenados indicando estofo de maré para inicio da cheia, ai zarpamos.

Abri todo o pano e logo ali o barco já adernou e foi a 6 nós, só lembrando, estou com a buja (100%) ai eu consegui fazer umas experiencias com a vela, solta, puxa vira o barco. Gente,,, que coisa, está difícil aprender, foi bem por um tempo mas logo o vento rondou, foi baixando baixando eeeee... zero. Putzz, e dá-lhe ativar o vento de porão. As 15h chegamos na poita, mais 1h para limpar o barco e voltamos pra casa........  sem comentários (snif)

Dia desses vi num site noticias sobre Furacões no Brasil, que o mês de Março estava se firmando como o mês deles e pelo jeito até pode, ano que vem vamos ter mais novidades. 

É o que temos para esse mês, vamos ver nesse domingo o que rola.

T+ 

JD


terça-feira, 3 de março de 2015

O retorno - Porto Belo a Antonina

Então, 

Este é o relato da travessia para levar o Furioso para casa. 

Com o passar do tempo e com algumas experiências a mais, nossa escala de dificuldade vai variando, hoje já não tenho mais tanto receio de navegar na baia de Pgua, apesar de ainda ser perigosa. Perigosa no sentido de que você tem que estar ligado o tempo todo, nas pedras, nas canoas, nos baixios, nos navios, no raio que o parta da DRAGA e outros etc´s e quem ainda não saiu de lá não conhece a sensação de não ter essa preocupação. Dá pra pensar assim: Caminhe nas calçadas das cidades olhando apenas para frente, nunca para o chão, difícil né? Agora caminhe numa pista plana de um parque, sem buracos ou depressões, show de bola né? É mais ou menos por ai, mas nunca descuide senão…...

1o. Dia (Domingo)

Programamos o retorno do Furioso para domingo de carnaval, dia 16. Eu estava acompanhando os informes do windguru e digamos assim que não estava de todo bom, vento sul de 10 a 15 nós e como íamos para o norte resolvemos arriscar. Desta vez estava junto o pai do meu genro, o Wilson Martins, experiente lancheiro e pescador além do Skipper Marcelo, de Paranaguá, o mesmo que nos trouxe em Dezembro.

Saímos de PB umas 15h aprox já com vento moderado (para mim), motor a 2500 rpm, sem gás na cozinha e portanto sem comida quente. A geladeira DE NOVO se recusou a funcionar. A jabiraca insiste em medir a tensão das baterias e se estiver baixa não funciona. Caso ligue o motor em seguida, também não funciona, tem que carregar bastante, desligar o motor, ligar a geladeira e ligar o motor novamente. Não sei se isso é uma programação do equipamento ou se é algum problema, uma hora arrumo isso.

Tínhamos sanduíches, frutas, coca cola quente, agua quente e salgadinhosfrutas secas mas nada de gás, pois havia acabado na ultima vez que estivemos lá e acabei levando o botijão para Curitiba para trocar e como o projeto era levar o Delta 26 do Reges para PB estava tudo certo. O Delta não foi e ficamos sem comida quente…….

Estava sem embarcar havia 2 fins de semana e para não arriscar tomei novamente o maldito Strugeron, para mim dá um sono dos infernos uma sensação lazarenta de ruim e lá pelas tantas esquentou e baixou minha pressão, ai sim foi o ó do borogódó.

O mar estava bom (para mim) porém as onda vinham de alheta por boreste (por trás e do lado direito), então o barco subia na onda, virava para boreste (direita) e retornava parcialmente para a direção original dando uma surfadinha, ai você tinha que compensar na cana de leme a diferença e fazer isso a cada onda, depois de 382.259 ondas cansamos e instalamos o Jarbas que funcionou excepcionalmente bem,,,,,,,,,,,,, até que no fim da tarde as ondas estavam altas, bem altas (para mim) e o vento apertando e nós somente com a mestra quando o Jarbas começou a dar Tilt (Alguem ai ja foi em flipperama?). Reprogramei o “elemento” para fazer as correções mais lentamente o que ajudou por um tempo, depois dava o mesmo erro e assumimos o controle.

Como o Marcelo já estava na cana de leme havia 2 horas eu assumi o controle, como as ondas eram grandes e as surfadas eram frequentes e divertidas mas me empolguei e ai ficamos totalmente fora do rumo foi  quando o Marcelo me chamou a atenção para aproar para casa e não para a praia. Passado um tempo eu não conseguia mais colocar o barco no rumo, já estava com as duas mãos na cana de leme e começando a ficar irritado comigo mesmo até que comentei, “Putzz, ou eu sou muito ruim na boléia ou esse mar está me sacaneando” e o vento aumentou mais ainda e o mar cresceu MUUUUITO quando o Marcelo que disse: “Não é você, é o mar vamos baixar tudo e rumar para Itajai, não adianta seguir, só vamos nos cansar mais.” O porto estava distante 1:30h de navegada e prá lá fomos.




Já rumando para Itajaí, tivemos esse maravilhoso por do Sol



E mais a noite, ai ja era 20h


Chegamos em Itajaí as 21h, demos umas voltas para achar um lugar para ancorar mas com tudo escuro estava complicado. Nesse meio tempo liga o Moacir, do Everest, preocupado conosco, disse para chamar a Marinha no rádio e pedir ajuda, coisa que o Wilson já estava fazendo, ligando para um número que achamos na internet, creio ser o nr piloto da Capitania dos portos de Itajai, e não é que atenderam? Ele explicou a nossa situação e o militar que poderia ter dito que o expediente havia encerrado, pois eram mais de 21h, mas foi extremamente prestativo ouviu tudo e chamou o Sargento e explicou a ele novamente. Este autorizou encostarmos no pier ao lado do navio patrulha e aguardarmos. Quando ele chegou explicamos que o mar estava muito ruim por isso entramos ali e pedimos “pouso”, como se diz no interior. Ele pediu os documentos de todo mundo e do barco e  ligou para o superior para pedir autorização, explicou de novo, indicou que estava tudo ok conosco e o veleiro etc etc etc e eu já prevendo a negativa.
Dito e feito, ele disse que superior não permitiu atracar na base porque era área militar, que havia um navio ancorado lá etc e tal mas que iria achar uma solução para nós e era para aguardar. Ai ligaram para o delegado que autorizou colocar num pier ao lado da base. E la foram os militares e a guarda portuária nos ajudar na atracação.


Lá pelas tantas eu estava dentro do barco e me chamaram para conversar sobre a “revista”. O guarda portuário Leandro (se não me engano é esse o nome dele, vi rapidamente na farda) que nos atendia disse que viu o nome do barco e ficou com uma sensação de já conhecê-lo, ai lembrou da reportagem na revista Náutica Sul de Janeiro. Conversamos longamente sobre a construção a historia etc, ele estava entusiasmado por nos achar por ali e eu porque alguém viu a revista e lembrou hahahahaha. É uma sensação gostosa, prazeirosa que nos dá um certo orgulho.

Furioso ja devidamente ancorado em Itajai, aqui ja eram 22:30



 Quero deixar aqui o registro do excelente atendimento prestado por todos na Capitania dos Portos de Itajaí e guarda portuária, foram extremamente educados e pró-ativos pois poderiam simplesmente dizer NÃO e fim, mas correram atrás de uma solução ainda que por uma noite, afinal, lá não era uma marina hehehe. Fomos de carona até a portaria com o Leandro (Guarda portuária), e fomos na pizzaria em frente pôr o estomago em dia.

Uma coisa que adoro fazer a bordo é DORMIR. O balanço do barco é uma delicia e as 7h da madrugada já estávamos em pé e zarpando.

Nesse ponto ja é o fim do mole de Itajai, depois disso é so contornar a boia e seguir rumo norte.


2o. Dia (Segunda feira)


Entramos no mar novamente a vela e motor, onda grande e vento constante de 15 nos de alheta. Desta vez o piloto funcionou e seguimos sem maiores novidades até perto da bóia 1 na entrada do canal da galheta com chuva, vento sudeste com rajada de 20 knós e aumentando. Entrando no canal ficamos de ondas de popa e caracas!! Que ondas! Não vou dizer o tamanho porque não dá pra medir, mas uma hora olhei pra trás avisei o Marcelo, que estava pilotando, que havia um onda, ondaaaa laaazaaaareeenta de grande atrás de nós e demos uma baita surfada, não sei se foi nessa mas as velocidade máxima do barco que está registrado no gps foi de 11,5 knós, o dobro da velocidade “cruzeiro”.

Chegando na boia 1 no canal da Galheta e o tempo piorando


Desta vez nenhum barco entrou conosco e em pouco tempo passamos as ilhas entrando numa calmaria absurda. É como quando você está de carro numa estrada de pedra e cheia de buracos e em seguida entra no asfalto, pára toda a barulheira, chacoalheira, bateção, vento, etc, ohhhh santa paz, que saudade que estava sentindo dessa tranquilidade, santa baia.



 3o. Dia (Terça feira)

Dormimos em Pgua e novamente as 7h da madrugada zarpamos sem café quente, ohh sensação ruim. Logo nosso café da manhã foi de sanduíche com coca cola quente, ninguém merece. Subimos mais o rio e abastecemos de diesel que já estava só no cheiro. Caracas! 3a. feria de carnaval e os caras trabalhando pontualmente as 7h hahahahaha.

Navegando pela baia que estava mais que flat, lisa, sem vento aparente com o barulho só do motor o Wilson ficou mais entusiasmado com os veleiros, pois disse que em lanchas é difícil ter tranquilidade por ser muito rápida e nós ali,,,,,, a 5 knós, ai sim dá pra fazer um montão de coisa né? Ele também disse que veleiro engorda, pois havia 3 dias que estávamos comendo a toda hora, sempre mastigando algo, bebendo algo, descascando alguma fruta hehehehe, vida boa. Aprendi muito sobre lancha, o Marco iria adorar andar rápido.

Depois de 3 horas de muito papo sobre tempo, barco, vida a bordo, lanchas etc chegamos a Antonina, na poita do Furioso. Estava coberta de cráca, mas muita cráca, coisas que quem está há tempos fora, além do que, no bar do clube havia umas continhas penduradas lá desde inicio de Dezembro quando saímos,,,, ixi! Desculpa ai Jorge hehehe

É isso por essas férias,após mais de 430 milhas de navegadas segundo meu valente GPS 60CSX acabaram as férias oficialmente. Não foi exatamente como eu havia pensado que seria,mas aprendi muito e vi situações extremas (para mim) vejam o post “MAR EM FÚRIA”, hoje considero aquela situação tranquila, visto que no 1o. dia da travessia de retorno eu nem conseguia controlar o barco e espero que pare por ai, já chega de mar grande e onda grande (pra mim) já deu pra fita é só sair no dia certo.

Nessa foto, estão os dados da viagem, legal né? Por isso gosto desse gps, pequeno, funcional e o principal,,esse eu sei usar, já o chartploter......




RESTINHO DO ANO

Tenho uma relação de coisas para reformar/melhorar no barco, como está não dá para ir a mar aberto com conforto, se pegar tempo ruim então nem se fala mas com calma e ajuda dos mais experientes vamos aprendendo e evoluindo.

Esse ano temos vários feriados (Uma vez disseram que os brasileiros são felizes porque temos muitos feriados e futebol,?? Bom deixa pra lá) e o objetivo agora é fazer bate/volta a Joinville sempre que possível assim pegar a mão. Ainda não sei como fazer isso com a Leandra e Marco a bordo, só de pensar dá arrepios, preciso de mais experiência e confiança pra sair somente nós, além do que, tem que ser mar de almirante nem que seja a motor (1 passo de cada vez né?) e um dia ir a Paraty, com skipper claro.

Por hora é só, agora retornando à Ilha do Teixeira e disputar espaço com a Draga.

T+

JD